Entulho, móveis e pneus: Goiânia poderá ampliar rede de ecopontos para 23 unidades
14 julho 2026 às 19h08

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Goiânia poderá ampliar a rede de ecopontos de cinco para 23 unidades com a implantação de 18 novas estruturas destinadas ao recebimento gratuito de entulho, móveis usados, restos de poda, pneus e materiais recicláveis. A proposta ainda está em fase de estudos de viabilidade e, por enquanto, não há previsão para o início das obras ou para a entrega dos novos espaços.
Segundo a diretora de Gestão Ambiental da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Ana Paula Assis, os estudos são realizados de forma conjunta por diferentes órgãos municipais para avaliar a viabilidade da expansão.
“Eles estão em fase de estudo para avaliarmos a possibilidade dessa ampliação. Há vários órgãos envolvidos, trabalhando em conjunto para verificar a viabilidade”, afirmou ao Jornal Opção.
Atualmente, Goiânia conta com cinco ecopontos permanentes, localizados no Jardim Guanabara, Setor Faiçalville, Jardim São José, Eldorado Oeste e Campos Dourados. As unidades foram construídas pela Amma e são operadas pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).
Os ecopontos atendem principalmente pequenos geradores, como moradores que realizaram reformas de pequeno porte, limparam quintais ou precisam descartar móveis e objetos sem utilidade. Cada usuário pode entregar entre 1,5 e 2 metros cúbicos de resíduos, volume equivalente à capacidade de uma pequena carretinha.
Além de entulho, as unidades recebem restos de poda e galhadas, materiais recicláveis, sofás, colchões, camas, guarda-roupas e até quatro pneus por CPF. Os espaços contam com funcionários responsáveis pelo controle de acesso, conferência dos materiais e organização do descarte.
Áreas de descarte clandestino deram origem a pontos provisórios
Além dos ecopontos permanentes, Goiânia mantém seis pontos provisórios de descarte. Diferentemente das estruturas definitivas, esses espaços foram implantados em áreas que já eram utilizadas irregularmente para o despejo de entulho, móveis e outros resíduos.
De acordo com Ana Paula Assis, os locais receberam barreiras de concreto e placas informativas indicando quais materiais podem ser descartados. A medida busca concentrar os resíduos em áreas específicas e facilitar o trabalho das equipes responsáveis pela limpeza urbana.
“O ponto provisório foi instalado em áreas que já sofriam com o descarte clandestino. Eram locais catalogados pela Prefeitura e pelos órgãos de limpeza urbana como pontos que exigiam remoções frequentes”, explicou.
Apesar da classificação como provisórios, os espaços permanecem nos mesmos endereços e, até o momento, não há cronograma para desativação, substituição ou transferência para outros bairros.
Um dos pontos, localizado entre as regiões do Vale do Araguaia e do Água Branca, funciona em um terreno particular, mediante autorização do proprietário. Segundo a diretora, ainda não há prazo definido para o encerramento do uso da área. Os demais funcionam em terrenos públicos.
A limpeza dos pontos provisórios é realizada pelo consórcio responsável pelos serviços de limpeza urbana da capital. Já nos ecopontos permanentes, a retirada dos resíduos e a substituição das caçambas ficam sob responsabilidade da Comurg.
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