Entre ambulantes expulsos dos arredores do Mutirama estavam ex-permissionários

Trabalhadora alega que houve truculência no trato com os profissionais que atuavam na porta e que não entende por que eles não podem voltar a atuar dentro do parque

Não permissionários estariam atuando no parque | Foto: Elaine Parreira

A saga dos permissionários do Mutirama continua. Depois do veto do prefeito Iris (MDB) ao projeto do vereador Paulo Daher (DEM) para que se estendesse em um ano a permissão para atuação destes, os trabalhadores aguardam a derrubada deste, porém, enquanto isso, tentam garantir o ganha pão do lado de fora do parque. No último sábado, 13, eles tiveram que sair às pressas, pois a fiscalização, ou o “rapa”, como chamam, os teria tirado do local de forma truculenta.

“Alguns permissionários, que não foram autorizados a entrar para trabalhar no parque, estavam trabalhando do lado de fora e foram retirados de lá também. Autorizaram pessoas desconhecidas a trabalhar lá dentro com food truck, mas não autorizaram nós. Estão nos tratando com o maior descaso. beneficiando quem nunca trabalhou lá antes”, protestou

Elaine Parreira da Silva é uma das permissionárias que, quando o parque fechou, em 2017, ainda tinha meses de contrato pela frente. Ela atua há 12 anos no Mutirama com pintura facial e viu muitos de seus clientes, crianças, virarem adultos. No último sábado, ela relata que o clima foi de pânico.

Segundo Elaine, fiscais foram agressivos com os permissionários, que estavam do lado de fora e houve desespero e corre-corre, pois alguns tiveram produtos e até carrinhos apreendidos. “Estavam tirando. Vi levarem caixinha de água, espetinho e até carrinho”, lembrou ela, que conseguiu retirar as suas coisas: uma mesinha, cadeira e uma caixinha com as tintas.

Não permissionários estariam atuando no parque | Foto: Elaine Parreira

Medo

A permissionária alega, também, que os membros do “rapa”, como é chamado, não se identificavam. De acordo com ela, ao ver a ação, que ela chamou de “bruta”, os próprios visitantes começaram a ajudar os vendedores a retirarem as suas coisas.  “Eles disseram que era uma injustiça”.

Elaine também comentou sobre as pessoas que permanecem no Mutirama. Conforme a trabalhadora, as pessoas que estão lá não são permissionárias e ela não as conhece. “Lá dentro deu pra ver um monte de crianças com rosto pintado”, explicitou.

Ela, que relata ter o serviço no parque como uma fonte de renda importante, diz que todos estão com medo de trabalhar, por conta do “rapa”. “Iris não nos quer lá”, disse em tom de lamentação. Sobre a possível derrubada do veto, ela diz apenas que não tem muita esperança.

Agetul

Em nota, a Agência Municipal de Turismo Eventos e Lazer (Agetul), afirmou que o local onde os ambulantes tentam ocupar, nas imediações, faz parte do complexo de lazer e convivência do Parque Mutirama, composto por quadras de vôlei, basquete, peteca, golzinho, etc.

“Esclarece ainda que a licitação para selecionar os 26 novos permissionários de quiosques internos está suspensa por força de liminar, após mandato de segurança que solicita a permissão para Pessoas Jurídicas e não somente para Pessoas Físicas como previsto no edital. Atualmente a comercialização interna obedece um revezamento entre os vendedores é feita em comum acordo com o Ministério Público”.

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