Entidades protestam contra redução de impostos sobre exportação de armas e munições

O Governo Bolsonaro decidiu anular o imposto de 150% sobre a exportação de armas e munições brasileiras para a América Latina

Nesta segunda-feira, 26, começa a vigorar uma resolução, assinada no dia 14 de julho, que anula o imposto de 150% sobre a exportação de armas e munições brasileiras para a América Latina. Com isso, entidades dos direitos humanos como a Sou da Paz e Igarapé repudiaram publicamente a medida do governo. Segundo eles, “trará enorme impacto negativo à segurança pública”.

Essa tarifa de 150% era implementada desde 2001 visando barrar a venda de armamentos para países vizinhos, como o Paraguai. Em nota, as entidades afirmaram que “esta é a 33ª medida tomada pelo governo Bolsonaro (praticamente uma por mês) para facilitar o acesso às armas e beneficiar essa indústria” e complementaram dizendo que a medida só torna “mais vantajoso e barato o tráfico de armas brasileiras”.

Em meio a pandemia do ano 2020, o Brasil registrou na Polícia Federal mais de 180 mil novas armas, mesmo ano em que os homicídios cresceram 5% no país. As reformas armamentistas é uma promessa de campanha de Bolsonaro, que tem o histórico marcado por falas de incentivo à violência.

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