Entidade diz que desembargador que constrangeu advogada “desonra magistratura”

Instituto dos Advogados Brasileiros repudiou atitude de magistrado goiano que criticou roupa de advogada 

Por meio de nota à imprensa, o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) repudiou a ação do desembargador goiano que  se recusou a ouvir a sustentação oral de uma advogada por considerar que a roupa que ela vestia (um vestido sem mangas) era inadequado ao “decoro forense”.

Segundo o presidente da entidade (sediada no Rio de Janeiro), Técio Lins e Silva, o desembargador do TRT-GO Eugênio Cesário cometeu abuso de poder, desonrou a magistratura e atingiu toda a advocacia.

Leia a íntegra da moção:

“O Instituto dos Advogados Brasileiros, em conformidade com a solicitação da sua Comissão da Mulher, manifesta seu repúdio relativamente à manifestação do desembargador Eugênio Cesário, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO), por ter afirmado que deixaria o plenário de julgamento pelo fato de uma advogada não estar trajada (uma camisa sem mangas) de acordo com o que ele reputa serem as regras de decoro.

O abuso de poder verificado atingiu o exercício da advocacia, pois a advogada foi impedida de utilizar as vestes talares e de usar da palavra em favor do seu constituinte.

O comportamento do mencionado desembargador, a par de desonrar a magistratura e atingir a advocacia, ofende a mulher advogada, devendo ser objeto de repulsa de toda a classe.”

Rio de Janeiro, 6 de setembro de 2017

Técio Lins e Silva
Presidente nacional do IAB

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alziro

… podem verificar. Ganham salário acima do permitido pela Lei. Isto sim é constrangedor para quem deveria aplicar a lei. Até quando esta gente vai agir como reis, quando ao contrário não passam de servidores públicos mantidos pelo contribuinte através de uma das maiores cargas tributários do planeta. No mínimo deveria ser exonerado.