Empresários destacam desempenho de José Eliton e Daniel em sabatina na Fieg

Participantes do encontro realizado nesta semana dividem opiniões quanto à participação dos três principais candidatos ao governo de Goiás 

Fotos: Alex Malheiro/Fieg

Representantes de sindicatos filiados à Fieg que participaram de sabatina com os três candidatos mais bem colocados nas últimas pesquisas ao governo do Estado de Goiás se dividiram sobre a participação dos governadoriáveis e apontaram falhas pontuais nos discursos.

Ronaldo Caiado (DEM), Daniel Vilela (MDB) e José Eliton (PSDB) explanaram sobre os principais temas, como Saúde, Educação e Segurança, e responderam a questionamentos feitos pelos participantes.

Em conversa com o Jornal Opção, presidentes das associações elogiaram o comprometimento com relação às necessidades da área industrial, mas afirmaram que ainda é cedo para um resposta final, já que a campanha eleitoral começa oficialmente nesta quinta-feira (16/8). Daniel e José Eliton, entretanto, somaram mais elogios.

De acordo com Célio Eustáquio de Moura, presidente do Sindicato da Indústria da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no Estado de Goiás (SINDCEL), apesar de incisivo, Caiado se perdeu no tempo e não aproveitou a oportunidade de responder às perguntas feitas. “Muitas vezes ele respondeu o que não foi perguntado”, criticou.

Para o representante, a melhor apresentação do plano de governo foi feita pelo candidato do MDB. “Na minha avaliação, Daniel se saiu muito bem, com ideias claras e domínio do tempo”, elogiou.

O atual governador José Eliton, segundo ele, teve clara exposição das ideias. “Mas ele carregou o ônus da prestação de contas. Faltou um pouco de propostas”, apontou.

Antônio de Sousa Almeida, do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Goiás (Sigego), afirma que Daniel Vilela e José Eliton foram bem sucintos, positivos e centrados naquilo que era a proposta do evento. “O Dr. Ronaldo Caiado divagou muito. Ele só fala no singular, não fala nós, como os outros”, avaliou.

Para ele, a indicação de aproximação dos candidatos com o setor produtivo é muito importante. “Vamos nos esforçar ao máximo para ficar próximo deles”, apontou.

Segundo Wilson de Oliveira, 1º vice-presidente da Fieg e presidente da regional de Anápolis, os três se portaram muito bem e mostraram estar bastante preparados. “Todos prometendo manter os incentivos fiscais, auxílio para o sistema S, não aumentar a carga tributaria”, disse. Em sua avaliação, porém, no momento de resposta às questões, que eram as mesmas para os três, José Eliton mostra mais preparo. “Ele conhece mais Goiás por estar no governo, responde com mais riqueza de detalhes”, declarou.

Alinhamento com a indústria

Antes do evento, um documento com recomendações no âmbito da gestão pública elaborado pela federação foi entregue aos candidatos. “A maioria deles concordou com os pontos da Fieg”, apontou Célio.

Segundo ele, porém, a própria federação pecou na elaboração de questões aos candidatos. “Poderíamos ter exposto demandas mais claras. Tínhamos que ser mais específicos”, frisou.

Representante do Sindicato das indústrias de torrefação e moagem de café no Estado de Goiás (Sincafé), Jaques Jamil Silvério, que por compromissos não pôde acompanhar a apresentação do governador José Eliton, declarou que os candidatos estão alinhados com os interesses industriais. “Existe uma preocupação com o que demandamos”, disse.

Por fim, Antônio apontou que será preciso uma nova reunião para avaliar melhor quem está mais a favor da indústria. “Estamos no começo, a campanha em si ainda nem começou”, lembrou.

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Newton abulquerde Assad

Jocosos, petulantes e soberbos, travam batalha de egos, interessados em seu próprio umbigo, setor produtivo que se presa executa ações sociais nobres aos que precisam, veja o exemplo aqui em São Paulo do grande Antônio Ermírio de Moraes, estadista ímpar, grande empresário, mas muito maior ainda era o Homem de bem e de grandes ações, vejam só o Hospital Beneficência Portuguesa, isso sim é setor produtivo, bilionário que era nunca se prestou ao luxo e as idolatrias egocêntricas desse meio, andava a pé pelo centro de São Paulo, sem seguranças, agora aí em Goiás vejo empresários que não sabem o… Leia mais