Deputado federal comentou as primeiras medidas de Jair Bolsonaro

Foto: Fernando Leite

O deputado federal Rubens Otoni (PT) comentou as primeiras medidas adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).  Ao Jornal Opção, o parlamentar disse que, “caso alguém tinha alguma dúvida, Bolsonaro já avisou no primeiro dia: se tiver que cortar será sempre de quem mais precisa e tem menos”.

“Em uma canetada só diminuiu em R$ 104 a renda anual de 67 milhões de pessoas, das quais 23 milhões são aposentadas. Pode parecer pouco, mas para quem ganha o mínimo e precisa às vezes do remédio além do alimento, faz muita diferença”, avaliou o deputado.

Quanto à formação ministerial, Rubens Otoni avaliou como “lamentável” o fim do Ministério da Cultura e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário “que tratava das políticas da Agricultura Familiar”.

Para Otoni, as primeiras medidas do presidente Bolsonaro incluem mudanças profundas, entre elas, na Funai que não cuida mais da terra dos índios, “quem cuida agora são os ruralistas, do Ministério da Agricultura, que querem a terra dos índios pra eles. Já o Incra não cuida mais das terras das comunidades quilombolas, quem cuida agora são os ruralistas que querem as mesmas terras, desde sempre”, disse.

O deputado também pontuou que a pasta do meio ambiente não cuida mais das florestas, que passa a ser responsabilidade dos ruralistas que querem a floresta no chão. Por fim, Otoni questionou a transferência dos recursos hídricos do Ministério do Meio Ambiente para o Desenvolvimento. “Preservar pra quê? Melhor desenvolver”, provocou Rubens Otoni.