Os principais assuntos discutidos envolviam a segurança pública no Estado, a administração dos hospitais pelas Organizações Sociais (OSs) e a venda de ações da Celg

marconi e iris
Os candidatos foram expostos a demandas de interesse dos advogados goianos e da população em geral|Foto: Jornal Opção|Fernando Leite

A Ordem dos Advogados Brasil de Goiás (OAB-GO) promoveu na manhã desta quinta-feira (11/9) uma sabatina com os governadoriáveis Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB). Os candidatos foram expostos a demandas referentes à advocacia no Estado e também assuntos de interesse público geral, como por exemplo, questões de segurança pública e saúde.

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Iris Rezende

A primeira sabatina começou por volta das 9h da manhã com o peemedebista Iris Rezende. Na sua apresentação, o candidato falou sobre seu tempo como advogado e contou sua trajetória como político. Ele se manteve de pé durante todo o tempo e gesticulava bastante enquanto falava.

Questionado sobre a segurança pública, o candidato afirmou que a situação é muito mais grave do que se imagina, mas não apresentou ações para o setor. “Tudo isso é por falta de gestão, falta de responsabilidade administrativa”, disse.

Iris também citou os assassinatos na cidade de Goiânia e declarou que quando deixou o governo havia 13 mil soldados nas ruas e que atualmente só existem 11 mil. “O nosso propósito é enfrentar com coragem essa situação. A gente fica até envergonhado, pois há 15 anos Goiás era o 18º no ranking de violência e hoje é o quarto mais violento do Brasil”, salientou o peemedebista.

Em relação as Organizações Sociais (OSs) Iris afirmou que depois da segurança pública, esta é a área que vai exigir mais atenção, caso seja eleito. “Nós temos que construir hospitais regionais, no mínimo dez ou 12 hospitais, e não precisam ser obras suntuosas”, disse o candidato. Iris criticou as condições da saúde no Estado, mas não respondeu o questionamento sobre a efetividade das OSs.

Marconi Perillo

Logo em sua apresentação, o atual governador e candidato pelo PSDB, Marconi Perillo, citou os recentes números divulgados sobre o atual governo. Entre estes, destacou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que coloca Goiás entre os Estados que mais investiu na área. “Quanto às escolas de Ensino Médio, nós estávamos, em 2010, em 16º e conseguimos nos elevar ao 5º, e agora aparecemos em primeiro”, afirmou Marconi.

Ele também destacou os avanços na duas fases do ensino fundamental. “Em uma delas nós estávamos em 15º e fomos ao sexto; e na outra estávamos em nono e fomos ao quinto lugar. E agora ficamos em segundo e terceiro lugar, respectivamente”, declarou o candidato.

Marconi optou por utilizar dados do seu governo para responder as perguntas dos advogados e para apresentar suas propostas. O candidato também falou a respeito dos números positivos no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, das contribuições que o governo atual realizou para a exportação e sobre a administração dos hospitais. “Ontem nós recebemos uma pesquisa Serpes, feita para descobrir a opinião dos familiares e pacientes sobre o atendimento de hospitais, Cais e centros de saúde de Goiás. O resultado foi extraordinário, a média dos hospitais administrados por OSs e pelo Estado é nove”, disse.

Questionado sobre a segurança pública, o peessedebista respondeu às críticas da oposição. “Em primeiro lugar eu queria dizer que o Estado já está investindo muito na área de segurança pública. É falacioso, mentiroso, politiqueiro o que a gente tem ouvido da parte da oposição em questão da segurança pública de forma até irresponsável com o pensamento voltado apenas para o voto’, afirmou. Ele também declarou sobre dados divulgados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre seu governo que colocam Goiás em segundo lugar como Estado que mais investiu em segurança pública.

O último assunto exposto ao candidato estava relacionado a Companhia Energética de Goiás (Celg). Marconi informou que os problemas na companhia tiveram início em governos peemedebistas quando foram vendidas as usinas Cachoeira Dourada e Corumbá II. “O problema que agravou as condições da Celg foi o seguinte: o dinheiro todo foi gasto com ‘bobajeiradas’ e nada disso voltou para a Celg”, declarou.