Em resposta a José Nelto, Felisberto ataca: “Não consigo discutir malandragem com doutor em malandragem”

Vereador petista desclassifica acusações de deputado eleito e estranha insatisfação do partido aliado: “os cargos mais relevantes estão nas mãos do PMDB”

Vereador Felisberto Tavares | Foto: Eduardo Nogueira

Vereador Felisberto Tavares | Foto: Eduardo Nogueira

As declarações do deputado estadual eleito José Nelto (PMDB) não agradaram nem um pouco o vereador Felisberto Tavares (PT).

O peemedebista, que em entrevista ao Jornal Opção Online escancarou as relações não tão harmoniosas entre PT e PMDB, acusou Felisberto de ter “traído” o prefeito Paulo Garcia (PT) na Câmara Municipal, e disse ainda que o petista “se vendeu” para o governo.

Em resposta ao deputado, o petista declarou ao Jornal Opção Online que não sabe o que José Nelto quer dizer com traição. “Meu compromisso é com o povo. Temos uma relação com o prefeito, mas o que eu sigo são os interesses da população. Se isso é traição, então sim”, afirmou.

Irritado, Felisberto diz não entender o que significa “se vender”. “Esse termos… Não sei… Se isso é prática dele, então ele tem que explicar, porque eu não sei”, e completou: “Não consigo discutir malandragem com quem é doutor em malandragem.”

O vereador questionou o motivo que estaria sendo “comprado”. “Os projetos que votei são de interesse do povo. Quem teria interesse de pagar para votar projetos para a população?”

Ele frisou que durante a campanha do ano passado, trabalhou exaustivamente para a candidatura do ex-governadoriável Antônio Gomide (PT).

“Eu não era o candidato a vice, não abandonei candidatura”, disse, se referindo ao vereador Tayrone di Martino (PT), que durante a campanha renunciou à candidatura de vice, ao lado do ex-prefeito de Anápolis, Gomide.

Apesar de respeitar muitos peemedebistas, Felisberto frisou: “Se esse camarada disse isso, não tenho respeito nenhum por ele.”

“Os cargos mais relevantes estão nas mãos do PMDB”

Em entrevista, o vereador Felisberto ainda classificou a relação entre PT e PMDB como “tranquila”.

Felisberto apontou estranhamento quanto aos questionamentos dos peemedebistas. “Eles têm os cargos mais relevantes”, afirmou, citando a área de saúde da Região Leste. “Aquela é a minha região de atuação, e mesmo assim os três cargos principais de diretor-geral, administrativo e técnico são indicações do Agenor [Mariano, vice-prefeito pelo PMDB], mesmo “, garantiu.

O petista citou também o vereador Izídio Alves (PMDB), que de acordo com ele, indicou os cargos da garagem da Comurg da Região Leste. “O que eles [peemedebistas] querem mais?”, e completou: “Não sei o que eles estão querendo questionar!”

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Adnaldo

Se o PT e o PMDB resolvesse suas traições de imediato, os partidos seriam mais bem vistos, e mostraria disciplina e zelo. Agora falar que traição não existiu é querer tampar o sol com a peneira.