Em meio à crise, diretor da Santa Casa de Goiânia pede demissão

Corpo clínico reclama da falta de condições de trabalho no hospital, que enfrenta procedimento de possível interdição por parte do Cremego

Santa Casa de Misericórdia de Goiânia | Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção

O superintendente técnico da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, médico José Alberto Alvarenga, pediu demissão na noite da última quarta-feira (30/8).

A saída do diretor responsável se deu horas antes de uma manifestação do corpo clínico que aconteceria na manhã desta quinta-feira (31/8), mas foi cancelada. Em crise financeira, a Santa Casa de Misericórdia agora é gerida de maneira interina pelo Dr. José Antonio Lobo, superintendente geral do hospital.

Segundo assessoria de imprensa, ainda não existe data para a escolha de um novo superintendente técnico. As entidades responsáveis pela administração do hospital filantrópico, a Sociedade Goiana de Cultura e a Sociedade de São Vicente de Paulo, devem se reunir em breve para apontar um novo nome.

Há pelo menos dois meses a Santa Casa de Goiânia vive situação crítica com a falta de medicamentos , em especial antibióticos, além de materiais como fios de sutura para cirurgia, sonda, dreno e, em alguns casos, até mesmo luvas e máscaras.

Por causa das deficiências, o hospital enfrenta um procedimento de interdição ética aberto pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego). A diretoria da Santa Casa tem um prazo até a próxima terça-feira (5/8) para que apresente um plano de correção dos problemas encontradas sob o risco de que os médicos sejam proibidos de trabalhar no local.

Desde a visita técnica do Cremego, o hospital vem atendendo um número de pacientes muito aquém de sua capacidade para evitar novas baixas nos estoques de materiais e da farmácia. Quase todos os atendimentos da Santa Casa, cerca de 93%, são pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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