Em Goiás, especialistas discutem fortalecimento do ambiente de negócios

5° Fórum Brasileiro da Indústria de Alimentos, organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), foi capitaneado pelo governador Marconi Perillo

foto: Divulgação

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), participou, na manhã desta sexta-feira (9/6), do 5° Fórum Brasileiro da Indústria de Alimentos, evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que reúne mais de 1,7 mil empresários. Juntos, eles são responsáveis por 52% do PIB nacional.

Especialistas estão reunidos em Goiânia para discutir os caminhos do fortalecimento do ambiente de negócios no Brasil e no exterior, além do crescimento econômico e desenvolvimento social.

“Nós somos privilegiados de termos um governador que atraiu esse evento para Goiás, que criou políticas econômicas que têm atraído empresas para o Estado, gerando riquezas e empregos”, ressaltou o presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) e presidente do Lide em Goiás, André Rocha. Ele afirmou ainda que Goiás “é o segundo maior produtor de alimentos no país, atrás apenas de São Paulo”.

Em entrevista, o governador disse que tinha consciência de que estavam ali, no 5° Fórum Brasileiro da Indústria de Alimentos, para discutir “assuntos relevantes para o futuro da indústria de alimentos, para a inserção cada vez maior dos produtos brasileiros no mercado internacional e para a agregação de valor tecnológico à produção, que já é uma das mais modernas do mundo”.

Em discurso a ex-ministros, empresários e parlamentares, lembrou que Goiás é responsável por “cerca de 20% dos alimentos produzidos no Brasil”. Ao rememorar os efeitos da Operação Carne Fraca, ressaltou que sentiu-se profundamente “preocupado” com os rumos do agronegócio, mas tranquilizou-se ao ver que os setores do agronegócio e da indústria de alimentação agiram rápido.

“Eu, particularmente, governador de um estado produtor de alimentos e de carne, me preocupei muito com todo aquele escândalo que, na minha opinião, foi um exagero muito grande. O que me tranquilizou foi a agilidade, a inteligência e a busca de unidade de esforços que levou à superação da crise, o que demonstra maturidade das autoridades brasileiras e, principalmente, dos responsáveis pelo agronegócio no país” frisou.

Economia e política

Durante discurso, Marconi fez questão de defender mudanças sociais e econômicas no governo federal. “Esse é um momento rico para o Brasil avançar nas reformas da Previdência, Trabalhista e, depois, na Política. O Brasil começou a decolar com resultados expressivos. No prazo de um ano conseguimos reduzir a inflação de mais de 10% para 4%, e os juros da taxa Selic de quase 15% para 10%. Começou também a reação do emprego e do PIB”, declarou.

O governador disse ainda estar confiante de que “esse debate vai contribuir para a superação desse momento e para que o Brasil se destaque cada vez mais na produção de alimentos”.

Ao analisar o crescimento da economia goiana e a ampliação dos parceiros comerciais, Marconi pontuou que é urgente a ampliação dos parques industriais brasileiros para que seja agregado valor à matéria-prima, o que contribui para a geração de empregos. “A nossa ênfase tem que ser na industrialização das nossas matérias-primas, como está acontecendo na China”, observou.

“Goiás conseguiu expandir o número de países com os quais faz negócios. Quando eu entrei no governo eram 50 países, hoje são 150. Mas é preciso investir ainda mais na industrialização das nossas riquezas. Nós não podemos continuar exportando apenas commodities. Temos que industrializar esses produtos porque é aí que estão os empregos”, frisou.

Grupo JBS

O governador comentou também, no evento, os fatos recentes envolvendo o grupo JBS. “Essa é a grande preocupação do momento. Eu conversava com representantes da Fieg, da Faeg e com a minha equipe econômica para buscarmos uma alternativa que dê competitividade ao produtor de carnes, principalmente a bovina, para que ele não seja prejudicado pela concorrência predatória por parte de alguns estados. Havia muita reserva de mercado aqui por parte do Grupo JBS. Com essa crise, os pequenos frigoríficos e produtores rurais, certamente, vão ter um pouco mais de vantagem e o governo vai procurar fazer a sua parte”, afirmou.

O Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) é uma organização de caráter privado que reúne empresários em diversos países e debate o fortalecimento da livre iniciativa do desenvolvimento econômico e social, assim como a defesa dos princípios éticos de governança corporativa no setor público e privado.

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