Em Goiânia, projeto “Sacolão Sustentável” troca lixo por alimentos

Projeto busca despertar consciência ambiental e, além das trocas, promove palestras e oficinas de artesanato em diversos bairros da capital

Óleo de cozinha, garrafas de plástico, caixas de leite e de sucos e papelão fazem parte do dia-a-dia de todas as pessoas e, muitas vezes, não se sabe como dar o destino correto para esse material. Foi pensando nisso que a Associação Ambiental pela Vida e Sustentabilidade Social (AAMVISS) criou o projeto “Sacolão Sustentável” que, para aumentar a consciência sobre o descarte de resíduos, troca os recicláveis por alimentos.

No dia do sacolão, explicou a presidente da AAMVISS, Nilva Ferreira, cada quilo de resíduo pode ser trocado por um quilo de frutas, verduras ou legumes. “Além disso, também fazemos um bazar: as pessoas levam roupas e trocam por outras”, comentou. A associação também promove a doação de mudas de plantas medicinais e de árvores do cerrado, de pequeno, médio e grande porte.

Durante a realização dos sacolões — que são anunciados por meio de panfletos, carros de som e pela própria comunidade — há a realização de palestras sobre a importância da preservação do meio ambiente e a dificuldade de manter aterros sanitários funcionando por muito tempo. Também são feitas oficinas de artesanato com os recicláveis. Depois, o material recolhido é levado para cooperativas de reciclagem.

Colaboração

São 20 pessoas que trabalham voluntariamente promovendo o sacolão em diversos bairros. A agenda deste ano prevê visita a 21 bairros a partir de fevereiro. “Às vezes as próprias escolas e creches pedem para que façamos a ação, mas sempre vamos onde percebemos que há uma maior necessidade dessa ação”, esclareceu Nilva.

O trabalho é feito desde outubro de 2014 e depende de parceiros. Neste ano, contou a presidente, a Cargill viu o trabalho e procurou a AAMVISS para propor parceria. O aporte repassado pela empresa garante a compra de grande parte dos alimentos, do material para divulgação e a realização de oficinas. O restante das frutas e verduras levadas para os sacolões vem de doações do Ceasa.

Mesmo assim, eles continuam precisando de doações. Além disso, a associação quer realizar mais ações: há um projeto de construir uma horta comunitária, desenvolver trabalhos pedagógicos dentro das escolas e adaptar os projetos para também atingir idosos, portadores de necessidades.

Em busca disso, Nilva foi à Câmara Municipal procurar suporte dos vereadores. “Alguns sinalizaram que pretendem nos ajudar, estamos fazendo um ofício e vamos pedir um retorno para audiência. Queremos algo mais concreto durante os quatro anos de mandato deles”, explicou. A intenção é que os vereadores intercedam para que a AAMVISS possa ter uma sede própria, onde os trabalhos poderão ser desenvolvidos mais sistematicamente.

O objetivo de Nilva e de todos os voluntários é que o projeto esteja sempre aberto à população e que mais pessoas se voluntariem nas diversas áreas que o projeto atinge. Com mais engajamento, a qualidade de vida e do meio ambiente melhora, defende a associação.

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