Em entrevista, Marconi defende que PSDB deve apoiar reformas do governo Temer

Governador Marconi Perillo concedeu entrevista à revista IstoÉ Dinheiro e falou sobre situação econômica e momento político pós-impeachment

O presidente Michel Temer (PMDB) assumiu o governo com a difícil missão de implementar reformas impopulares com o objetivo de estabilizar a situação econômica do País. Para o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), depois de ser um dos protagonistas do processo de impeachment que cassou o mandato de Dilma Rousseff (PT), o PSDB deve agora se posicionar favorável às reformas, mesmo que isso possa lhe custar votos no futuro.

“Acho que o PSDB deve agir de maneira republicana e ser honesto nas suas posições e nas suas convicções. Em hipótese alguma o partido pode aceitar o papel de ser coadjuvante dos demagogos que são contra as reformas apenas porque querem jogar para a plateia ou obter benefícios eleitorais. O PSDB tem de se diferenciar exatamente nesse ponto: honestidade intelectual. Temos de pensar no País, independentemente do que vai acontecer depois, se teremos mais ou menos votos”, disse o governador em entrevista à revista IstoÉ Dinheiro.

Segundo ele, a situação do País é crítica e requer medidas urgentes e enérgicas. “Nós chegamos a um ponto no Brasil em que as coisas devem ser ditas claramente. Se nós não fizermos isso, o Brasil quebra. Temos de ganhar a batalha da comunicação explicando à sociedade o que está por trás da reforma da previdência. Explicar que grande parte dos gastos com previdência é para pagar os servidores públicos aposentados”.

Em entrevista de três páginas, a edição desta semana da revista IstoÉ Dinheiro destaca a visão do governador Marconi Perillo sobre o governo do presidente Michel Temer e afirma que ele é citado em Brasília entre as opções do PSDB para a disputa pela Presidência da República em 2018. “Ou o Brasil vira a Grécia ou volta a ser um País pujante”, afirma Marconi, declaração que a revista estampa como título de entrevista.

O governador declarou ainda que aposta no sucesso do governo Temer, mas que para isso precisa ir em busca do apoio dos partidos de sua base aliada no Congresso Nacional, até mesmo para encampar as reformas necessárias. Entre as mais urgentes, ele cita as reformas trabalhista, tributária, política e da Previdência.

“Depois de dois mandatos como deputado, senador e governador, quais são seus planos? Em eleições presidenciais, o seu nome sempre é lembrado no PSDB ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do ministro José Serra e do senador Aécio Neves”, pergunta a revista. “Ainda não defini. Às vezes penso em parar um tempo, pois já tenho quatro mandatos como governador. Eu fico feliz, mas não tenho esse tipo de vaidade nem interesse”, respondeu Marconi.

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