Em dez dias, PSB terá que realizar convenção para substituir candidato à presidência

Ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos morreu em acidente aéreo. Apenas integrantes da executiva nacional poderão participar da escolha

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção


Com a confirmação da morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) em acidente aéreo na manhã desta quarta-feira (13/8) em Santos, no litoral paulista, a candidata à vice-presidente Marina Silva (PSB) passa a ser cotada para assumir a ponta da disputa.

O nome da ex-senadora poderá ser confirmado em convenção somente entre os integrantes da comissão executiva nacional, que deve ser realizada em dez dias a partir de hoje. A Justiça Eleitoral deverá ser comunicada após esse prazo. Segundo o advogado eleitoral Dyogo Crossara, o PSB tem prioridade em lançar o candidato a presidente diante os outros partidos na escolha. Além da Rede Sustentabilidade, a coligação é formada pelo PPS, PPL, PRP e PHS.

Na opinião do defensor, o clamor público por conta da tragédia pode transferir votos para Marina Silva. Dyego Crossara ressalta que as imagens e áudio gravados para o programa eleitoral gratuito para o rádio e a TV — que se inicia no próximo dia 19 — podem ser usados. “E isso terá impacto no processo eleitoral”, avaliou.

Fatalidade

O presidenciável estava no jato que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira (13/8). O ex-governador de Pernambuco estava com os assessores Pedro Valadares e Carlos Percol, e um fotógrafo ainda não identificado. Eles estavam a caminho do evento Santos Export. A candidata à vice-presidência Marina Silva não estava a bordo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave caiu, por volta das 10h, em uma casa na altura do número 50 da Rua Vahia de Abreu, na esquina com a Rua Alexandre Herculano, no bairro do Boqueirão.

De acordo com o Comando da Aeronáutica, a aeronave é um Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.

Biografia

Nascido em Recife, no Pernambuco, em 10 de agosto de 1965, Eduardo Henrique Accioly Campos era filho do escritor Maximiliano Campos e da deputada Ana Arraes, e neto do ex-governador Miguel Arraes.

Formou-se em Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). No ambiente acadêmico começou sua militância política, se tornando presidente do Diretório Acadêmico em 1985.

Atuou na reeleição de seu avô ao governo de Pernambuco e se tornou seu chefe de gabinete. Foi eleito para a Câmara Federal em 1994 com 133 mil votos. Foi reeleito em 1998 com 173 mil votos. Em 2002 foi reeleito, se tornando um dos principais articuladores do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 2005 assumiu a presidência do PSB e também o ministério da Ciência e Tecnologia. Se afastou do cargo para concorrer ao governo de Pernambuco em 2006, conseguindo a eleição. Foi reeleito em 2010 com 82,84% dos votos.

Na última pesquisa de intenção de votos do Ibope, divulgada na sexta-feira (8), Eduardo aparecia em terceiro lugar, com 9%, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

O pessebista tinha cinco filhos: Maria Eduarda, João Henrique, Pedro Henrique e José Henrique e Miguel.

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