Em Aparecida, Sintego deve recorrer à Justiça em busca da diferença do piso dos professores após 1º pagamento

Categoria de professores chegou a repudiar a forma como foram conduzidas as negociações entre o Sintego e a Prefeitura de Aparecida de Goiânia

O não cumprimento integral a lei nacional do piso dos professores pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia, que se comprometeu a pagar 20% do reajuste aos professores, fez o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) decidir mover uma ação judicial contra o Poder Executivo. Ao Jornal Opção, o sindicato explicou que o que será pedido é a diferença dos 13,24% referente aos 33,23% reajustados pelo Ministério da Educação (MEC). “Entrou o pagamento e não está o valor do reajuste do piso, aí a ação na justiça já pode ser iniciada, porque tem o fato concreto já. Isso foi prometido pelo Sintego Aparecida e será cumprido”, pontuou o sindicato.

Ao se comprometer com o sindicato a pagar apenas 20%, a gestão municipal de Aparecida também decidiu parcelar o reajuste, de modo que em abril seria pago os 10% de aumento retroativo a janeiro de 2022 e, em maio, os outros 10%. A categoria dos professores chegou a repudiar a forma como foram conduzidas as negociações entre o Sintego e a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Inclusive, a associação Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia caracteriza esse trato como um “golpe”.

“A negociação entre Sintego, a Prefeitura e Secretaria Municipal de Educação (Semec) já havia sido feita e essa assembleia serviu apenas para formalizá-la, contando com manobra feita pela presidenta estadual desse sindicato”, diz, ao ressaltar que a classe ainda possui outras demandas trabalhistas além do reajuste em Aparecida. A professora Solange Amorim, uma das coordenadoras da associação Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, explicou que a reivindicação do movimento não é só pelo piso, mas também por melhores condições de trabalho e pelo cumprimento do plano de carreira.

“Nossas reivindicações passam pelas demandas de salas arejadas, reforma das escolas, respeito ao limite da quantidade alunos em sala de aula, professores de apoio educacional aos alunos que têm algum tipo de deficiência, pagamento das progressões de carreira, auxílio combustível e concessão de licenças”, afirma. Solange também destaca que as progressões verticais não são pagas desde 2014 e as progressões horizontais não são pagas há seis anos.

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