Em 18 meses, polícia retira 81 toneladas de drogas de circulação em Goiás

Com média de apreensão de 150 quilos de drogas por dia – mais de 6 quilos por hora –, as ações policiais estão desmantelando o tráfico

No primeiro semestre deste ano, as forças policiais goianas apreenderam mais de 24 toneladas de entorpecentes, o que, somados às 57 toneladas de 2019, dá um total de 81 toneladas de drogas retiradas de circulação em Goiás. A cada hora, mais de seis quilos de drogas estão indo para um depósito policial.

O secretário titular da pasta, Rodney Miranda, comenta que os números comprovam que o trabalho no combate à criminalidade está no caminho certo. “Nossas tropas trabalham com base nos eixos de integração, inteligência e integridade. Tudo isso resulta em ações mais eficientes na proteção da nossa população”, avalia.

Delegado titular da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil de Goiás (PCGO), Fernando Augusto Lima Gama ressalta que a integração entre as forças policiais e a busca incessante pelos grupos criminosos são dois dos vários destaques que contribuíram com o crescimento das apreensões.

“Temos trabalhado juntos de forma contínua e buscando não só realizar as operações que prendem as pessoas que transportam as drogas, como também identificar o comando desses grupos, o que acaba demandando um serviço de inteligência mais elaborado”, afirmou, completando que “a expectativa é de que, dessa forma, haja cada vez mais apreensões de drogas e prisões de líderes do tráfico e cada vez menos grupos criminosos”.

Quem também comenta sobre os bons resultados que envolvem as apreensões de drogas é o tenente-coronel Vanderlan Rodrigues, comandante do Comando de Operação de Divisas (COD). “Isso [integração das forças policiais] faz com que tenhamos mais êxito nas nossas operações, aliado a um sistema de informação focado na inteligência das ações. Com isso, estamos intensificando cada vez mais o cerco contra a criminalidade, trabalhando em todas as regiões extremas do Estado”, reforçou.

Em fevereiro, por exemplo, foi apreendida uma tonelada e 300 quilos de maconha na Região Sudoeste do estado, próximo ao município de Quirinópolis. Outro exemplo foi uma operação de março, quando cerca de meia tonelada de maconha foi apreendida no bairro Parque Paineira, região Oeste Goiânia. Além da grande quantidade de maconha, os policiais localizaram uma arma de fogo com três carregadores completamente cheios, 117 munições, acessórios de armas, balanças de precisão, máquina de contar dinheiro e até um colete balístico.

Já em abril, um dos casos de destaque foi a ação em que dois homens foram presos em flagrante, no Parque Santa Rita, região Oeste de Goiânia, com uma tonelada de maconha. De acordo com investigações, a droga, avaliada em R$ 2 milhões, foi adquirida no Paraguai e seria comercializada em Goiás. Ainda em abril, um dia depois e em duas ações distintas, foram apreendidas mais duas toneladas de maconha, somando três toneladas em três dias.

O destaque do mês de maio foi para apreensão de duas toneladas de drogas em uma única noite. As ocorrências foram realizadas na região do Entorno do Distrito Federal, Alexânia e em Aparecida de Goiânia. Também em maio, uma tonelada de maconha foi apreendida no município de Iporá, Oeste goiano.

Destaque nacional

Em 2019, as forças policiais de Goiás deflagraram a Operacão Icarus, uma das mais relevantes do país. A ação foi responsável por uma complexa investigação policial que durou cerca de seis meses. A operação desarticulou uma grande organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.

Entre as formas de tráfico, estavam a de esconder as drogas em meio a produtos destinados à exportação, como granito, mármore e também em cargas de gêneros alimentícios. No caso de cargas menores, a organização também se utilizava de “mulas” que levavam o entorpecente em bagagens de voos regulares para a Europa. Parte da quadrilha era especializada na lavagem do dinheiro oriundo da atividade criminosa, utilizando empresas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o crime.

Já os membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas, passeando em carros de luxo, vivendo em condomínios fechados. No final, foram apreendidos dois jatos de propriedade dos chefes da organização (jatos Dassault Falcon e Cessna Citation) e um helicóptero (Eurocopter EC 130) utilizado com frequência e também de propriedade dos chefes. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. Seis pessoas foram presas nos Estados de Goiás, São Paulo e Pará. Foram apreendidos 11 veículos – cinco em São Paulo, cinco em Goiânia e um no Pará.

A polícia também apreendeu R$ 571 mil, dentre os quais 77 mil dólares, dois jatos executivos e um helicóptero, além de um jetski. Uma das aeronaves foi apreendida em Sorocaba, interior paulista, já outro jato e o helicóptero foram apreendidos em Goiânia. As forças policiais também apreenderam oito relógios Rolex e cinco Hublot durante as buscas.

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