Disputa pela presidência da Câmara está entre Anselmo, Clécio e Paulinho Graus

Três candidatos têm chances de vencer; prefeito eleito, Iris Rezende (PMDB) deve apoiar nome do PMDB

Após o fim da eleição municipal, vereadores começam a articular eleição do próximo presidente da Câmara Municipal | Fotos: Reprodução / Câmara

Após o fim da eleição municipal, vereadores começam a articular eleição do próximo presidente da Câmara Municipal | Fotos: Reprodução / Câmara

Alexandre Parrode e Larissa Quixabeira

A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Goiânia conta com vários interessados, mas há, hoje, apenas três players com chances reais de vitória: o atual presidente Anselmo Pereira (PSDB), o ex-presidente Clécio Alves (PMDB), e o jovem Paulinho Graus (PDT).

O primeiro é o nome do governo no Legislativo goianiense e, gostem dele ou não (a maioria não gosta), a única possibilidade da oposição de se manter no comando. Anselmo é considerado um presidente medíocre — fez menos do que prometeu e é famoso por suas broncas a colegas em público –, mas é tido como democrático. Se jogar bem com os novatos, o tucano pode surpreender e se “reeleger”, mesmo sem o apoio do prefeito Iris Rezende (PMDB).

Clécio Alves, ao contrário de Anselmo, é apontado como um dos presidentes mais centralizadores e “mão de ferro” que a Câmara já teve. Dirigiu o Legislativo em 2013 e 2014, quando o PMDB ainda era aliado do PT de Paulo Garcia. Por sua experiência, lealdade e competência, é o nome de Iris Rezende para a próxima legislatura. Fato que há outros vereadores da base que têm a simpatia do prefeito eleito (como Andrey Azeredo, do PMDB, e Paulo Daher, do DEM), mas são “cristãos novos” e inexperientes. Clécio sabe “mexer o doce”.

Um empecilho ao retorno de Clécio à presidência da Câmara é a possibilidade de assumir a vaga de Ernesto Roller (PMDB), prefeito eleito em Formosa, na Assembleia. Segundo o vereador, ele tem até janeiro para decidir se fica no legislativo municipal ou se assume o mandato de deputado.

Paulinho Graus (PDT) é uma força que merece ser reconhecida. Apesar de ser de um partido pequeno, é um grande aliado de Iris Rezende (PMDB). Leal, o pedetista procurou e recebeu a benção para poder se viabilizar. Não é favorito, mas se articular bem pode compor com o PMDB e com a oposição. Ele tem o respeito dos vereadores do PSDB.

Porém, nenhum deste nomes estão abertamente colocados para a disputa. A única candidatura declarada é a do vereador Paulo Magalhães, eleito pelo PSD mas também aliado do prefeito eleito.

Outros parlamentares que também já articulam possível candidatura são Cristina Lopes (PSDB) e Rogério Cruz (PRB). Ambos ficaram entre os cinco vereadores mais bem votados nas últimas eleições.

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