Discursos na convenção do PSDB enaltecem Alckmin e criticam PT

Governador de São Paulo é eleito presidente nacional do partido. Marconi Perillo fica o vice-presidência

Mesa composta pelos principais nomes do partido | Foto: reprodução

O PSDB realiza neste sábado (9/12) a 14ª Convenção Nacional da sigla para a escolha do novo presidente, Executiva e Diretório do partido. O evento ocorre entre 9h e 13h, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília (DF).

A expectativa é de que seja confirmada a escolha do governador de São Paulo e pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin, como presidente do partido. O governador de Goiás, Marconi Perillo, que pleiteava o comando do PSDB, deve ficar com a vice-presidência.

Na última sexta-feira (8/12) a deputada federal Yêda Crusius, do Rio Grande do Sul, foi eleita presidente do PSDB Mulher.

Participam do encontro os membros do Diretório Nacional, delegados dos Estados e do Distrito Federal, assim como os representantes do PSDB na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. No evento, serão eleitos ainda os membros do Conselho Nacional de Ética e Disciplina.

Membros da alta cúpula tucana, como o atual presidente Alberto Goldman e o presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, também marcam presença.

Durante o evento, o líder do PSDB no senado, Paulo Bauer, disse que a convenção marca uma “virada de página” na história do partido. “O PSDB será vencedor, porque o Brasil quer ser vencedor. O Brasil não quer mais o PT, o aparelhamento do Estado, a crise econômica, a irresponsabilidade fiscal. Queremos um Brasil grande e melhor. Esta convenção é uma virada de página. O PSDB não tem apenas uma opinião. O PSDB não é um quartel do Exército. Temos opiniões diferentes mas um único propósito, fazer um país melhor”, disse.

Em entrevista, Goldman foi mais incisivo pela saída do PSDB do governo de Michel Temer (PMDB), sugerindo inclusive que o partido “nunca teria embarcado” no governo.

Segundo ele, o país ainda está no governo de Dilma Rousseff (PT) porque Michel Temer era vice dela. “Estamos vivendo hoje no país ainda o governo Dilma. Michel Temer é o vice-presidente do governo Dilma, faz parte da coligação do governo anterior. Estamos vivendo ainda isso. Não elegemos Michel Temer. Quem elegeu Michel Temer foi Dilma e a coligação que os apoiou”, asseverou.

Em discurso, João Doria, prefeito de São Paulo, reafirmou apoio a Alckmin para presidente da República: “PSDB vai voltar a Presidência da República com Geraldo Alckmin.”

De saída do governo, o PSDB ainda ocupa dois ministérios: Direitos Humanos, com a ministra Luislinda Valois e Relações Exteriores, com Aloysio Nunes. Na última sexta-feira (8/12) o tucano Antonio Imbassahy deixou a Secretaria de Governo e em novembro Bruno Araújo deixou o ministérios de Cidades.

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Francisco Janir de Sousa

Esse Paulo Bauer é muito descarado. Como ele diz que estamos vivendo o governo Dilma, se o PSDB está sustentando o TEMER NO PODER MESMO DENUNCIADO POR VÁRIOS CRIMES e tendo o PSDB MINISTÉRIOS IMPORTANTES no governo golpista. É se muito descarado um cara desse. O PSDB não virou a página. O Aécio é outros tucanos corruptos continuam escrevendo nas páginas do PSDB com tintas de corrupção e conspiração. Quem vai jogar esse livro no lixão da história vai ser o ELEITOR NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.