Dia das Crianças: confira dicas para evitar problemas ao comprar brinquedos

Primeira orientação é verificar se a classificação etária corresponde à criança

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou as principais dicas para evitar problemas na compra de brinquedos para o Dia das Crianças, comemorado nesta segunda-feira, 12. Entre elas, destacam-se a necessidade de verificar a classificação etária e de procurar marcas e lojas de confiança. Muitos pais, parentes e responsáveis ainda vão comprar os presentes neste sábado, por isso é preciso ficar atento. 

“A primeira orientação é verificar se a classificação etária corresponde à criança. Tem produtos que não são adequados para crianças abaixo de certa idade. O objetivo é evitar problemas como de ingestão de peças pequenas”, destaca o advogado do instituto Igor Marchetti.

Marchetti lembra que é importante o brinquedo ter o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “O Inmetro é o instituto responsável por classificar e garantir a segurança, com vários testes.”

Segundo o advogado, comprar de marcas conhecidas não é garantia que o brinquedo não causará danos, mas abre a possibilidade de ter atendimento no caso de uma reclamação. “Optar por empresas que tem a identificação, contato para que eventuais problemas possam ser reparados e defeitos possam ser consertador mediante questionamento”, diz.

Após a compra, o advogado explica que é importante que os pais leiam o manual de instruções e acompanhem a criança, para ver se o produto corresponde ao apresentado na embalagem. “O controle e acompanhamento dos pais é muito importante no momento da brincadeira. Não é só entregar o brinquedo para os seus filhos”, ressalta.

Em caso de problemas, Marchetti explica que é possível pedir a troca do produto ou a devolução do valor pago em um prazo de 90 dias após a identificação do defeito. Segundo ele, o Idec tem recebido reclamações especialmente em relação a brinquedos eletrônicos, como a bateria que não carrega mais depois do um mês de uso.

Marchetti sugere ainda que, em vez de comprar brinquedos novos, os pais considerem a possibilidade de participar de feiras de trocas. “Em vez de comprar um brinquedo, participar de feitas de trocas. Às vezes uma criança nem está mais brincando com aquilo, mas outra criança pode ter interesse naquele brinquedo. Muitas vezes o grande atrativo para a criança é a novidade”, comenta. (Com informações da Agência Brasil)

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