Deputado garante que Hélio de Sousa já aglutinou 23 votos na Assembleia

Tejota, que pleiteia o cargo, sustenta: “Se todo deputado tiver os votos que diz que tem, teríamos uns 100 votos aqui”

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Foto: Assessoria/ Alego

A discussão acerca do próximo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás corre oficialmente na Casa de forma sutil. Mas nas conversas de corredores, as eleições, que irão ocorrer em fevereiro de 2015, são comentadas frequentemente. Francisco de Oliveira (PHS), o Chiquinho, José Vitti (PSDB), Lincoln Tejota (PSD), Francisco Júnior (PSD), e o próprio presidente Hélio de Sousa são os nomes cogitados.

O deputado Carlos Antônio garante que não há ninguém que se equipare ao atual presidente. “O Hélio é a pessoa certa”, disse, ao garantir que o parlamentar já tem o apoio de 23 deputados, quantidade necessária para ser eleito. Lincoln Tejota, por sua vez, pontuou: “Se todo deputado tiver os votos que diz que tem, teríamos uns 100 votos aqui.” Já Chiquinho sustenta que o partido de Hélio pode atrapalhá-lo. “O fato dele ser do DEM pode fazer com que o governador não o apoie”, disse, referindo-se à ligação do parlamentar com Ronaldo Caiado, do mesmo partido.

O deputado eleito Chiquinho ainda não tomou posse, frequentado o parlamento quase todos os dias para articular apoio. “Minha meta é ser presidente da Casa. Não quero ser líder, quero ser presidente”, disse esta semana. Alguns parlamentares garantem, entretanto, que, ao final, a decisão é do governador. “Não adianta. Quem decide no final é o Marconi”, disse Chiquinho na última quarta-feira (26), que acredita, no entanto, que o nome deve agradar o máximo de deputados possíveis. “Tem que ser uma pessoa que agrade a Casa e o governador”.

Na última semana, José Vitti (PSDB), que também disponibilizou seu nome para o cargo, disse que seria a pessoa certa para a presidência, por agradar o governador e grande parte dos deputados. “Chiquinho também é forte, mas espero que seja eu o escolhido. Sou do PSDB, temos mais deputados na Casa”, disse em tom de brincadeira.

Já o deputado Henrique Arantes (PTB) não acredita que Marconi irá interferir nas eleições no parlamento. “Só tem aliado discutindo. Qualquer um dos cinco ele [governador] ficará satisfeito”, disse, se referindo a Chiquinho, Vitti, Lincoln Tejota (PSD), Francisco Júnior (PSD) e o próprio presidente Hélio de Sousa (DEM), que não se colocou, mas é cogitado. De acordo com Henrique, Marconi deve influenciar apenas se os ânimos se exaltarem e houver a possibilidade de ruptura da base. “Mas por enquanto está ocorrendo de forma sadia. Não há necessidade”, disse.

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