Deputados de 13 partidos registram chapa avulsa para comissão de impeachment

PSDB, DEM, PMDB, PPS, PHS, PTB, PSB, PP, PSC, PSD, PND e Solidariedade se uniram no grupo, liderado por Rubens Bueno, Carlos Sampaio, Mendonça Filho e Lúcio Vieira Lima

Rubens Bueno disse que a insatisfação se intensificou com a carta de Temer. “Esta reação começou quando líderes trouxeram nomes de forma impositiva feita pelo governo agredindo o Parlamento. Na carta, ele [Temer] indica o menosprezo hegemônico dos que estão no Poder e tratam aliados como subalternos” | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Rubens Bueno (PPS-PR) disse que a insatisfação se intensificou com a carta de Temer: “Na carta, ele indica o menosprezo hegemônico dos que estão no Poder e tratam aliados como subalternos” | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Parlamentares de 13 partidos, entre oposição e alguns da base aliada, protocolaram nesta terça-feira (8/12), às 13h50, na Câmara, a chapa avulsa para compor a Comissão Especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, aceito semana passada pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Denominado Unindo o Brasil, o grupo se reuniu em frente ao Protocolo da Câmara, onde formalizaram a entrega do documento. Os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Mendonça Filho (DEM-PE), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Rubens Bueno (PPS-PR) lideravam o movimento, que também tinha representantes do PHS, PTB, PSB, PP, PSC, PSD, PND e Solidariedade.

Mais cedo, após avaliar a carta enviada pelo vice-presidente Michel Temer à presidenta Dilma Rousseff, parlamentares do PMDB se reuniram com partidos de oposição e legendas da base aliada insatisfeitas com o Planalto, como PSC e PTB, para alinhavar nomes para a chapa alternativa.

Depois da reunião, Rubens Bueno disse que a insatisfação se intensificou com a carta de Temer. “Esta reação começou quando líderes trouxeram nomes de forma impositiva feita pelo governo agredindo o Parlamento. Na carta, ele [Temer] indica o menosprezo hegemônico dos que estão no Poder e tratam aliados como subalternos”.

Para ser aprovada, a chapa precisa do voto de 257 deputados em plenário. Ainda não há definição se a votação será aberta ou secreta.

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