Para Fábio Sousa, o senador mineiro perdeu eleição em Belo Horizonte com um bom candidato e isso demonstra rejeição 

Deputado federal Fábio Sousa | Foto: Zeca Ribeiro/ Agência Câmara

O deputado federal Fábio Sousa (GO) afirma que seu partido, o PSDB, deve apostar em Geraldo Alckmin para presidente em 2018. A tese do goiano é a mesma de vários especialistas: o senador Aécio Neves (MG) perdeu a vez.

Aliás, perder é um verbo que marcou o ano de 2016 do ex-candidato à Presidência mineiro. Em Belo Horizonte, sua terra natal, Aécio foi derrotado fragorosamente pelo não-político Alexandre Kalil (PHS).

“Perdeu a eleição com um cara bom. João Leite foi o deputado estadual mais bem votado de 2014, é ex-goleiro do Atlético-MG, tem carisma, é competente… Então, podemos dizer que a derrota é de Aécio”, lembrou o goiano.

Por outro lado, o governador de São Paulo conseguiu eleger, em primeiro turno, o empresário João Doria à prefeitura da principal cidade do país. “E quem bancou Doria foi o próprio Alckmin. Bateu o pé, brigou com muita gente, incluindo o Serra [chanceler José Serra] e emplacou seu candidato. Uma vitória acachapante”, completou.

Porém, Fábio Sousa reconhece que nem tudo são flores para o paulista: Aécio Neves foi reconduzido à presidência do PSDB até 2018 e, evidentemente, tem o controle do diretório nacional (é forte em estados menores e nos do Nordeste). A decisão é criticada pelo goiano: “Não foi bom para o partido não.”

Prevista para maio de 2017, a eleição da nova diretoria do tucanato foi postergada para o próximo ano. Aécio, Alckmin e Serra tentam se viabilizar como candidatos à Presidência do Brasil e o controle do diretório nacional é crucial para eles.

Justamente por isso o governador de São Paulo cogita trocar o PSDB pelo PSB de seu vice, Márcio França. Questionado sobre tal possibilidade, o deputado goiano é cauteloso: “Avalio que seria ruim para Alckmin. Ele tem chances se disputar pelo PSDB.”

Há uma ala dentro do próprio partido que defende que nenhum dos três (que já disputaram e perderam a Presidência) seja o candidato: querem a renovação. O governador de Goiás, Marconi Perillo, é um dos cotados.

Quem sobreviver, disputará

Serra, Aécio e Alckmin “brindam” a baixa popularidade do PT, mas têm teto de vidro. Resta saber se será resistente | Foto: Marcos Fernandes/ Coligação Muda Brasil

A despeito de toda especulação, Fábio Sousa lembrou durante a entrevista ao Jornal Opção que 2017 será o ano crucial para os presidenciáveis (de todos os partidos). “A verdade é que ainda há muitas delações pela frente, investigações, Lava Jato… Quem conseguir sair menos chamuscado, conseguirá se viabilizar no ano que vem.”