Depois de idas e vindas, Câmara deve eleger novo presidente na madrugada

Três decisões marcaram a quarta-feira (13/7): primeiro a votação seria a tarde, depois foi adiada para 19 horas e por final a sessão foi iniciada por volta das 17h30

Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Após encerramento da reunião da CCJ, plenário iniciou sessão que decidirá novo presidente da Câmara | Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Começou pouco depois das 17h30 desta quarta-feira (13/7) a sessão para eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados em Brasília (DF). Marcada inicialmente para 16 horas, a sessão chegou a ser transferida para 19 horas pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), mas, diante da pressão de líderes partidários, Maranhão voltou atrás e antecipou a sessão para 17h30.

A sessão foi presidida inicialmente pelo deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), mas Maranhão discursou em seguida sobre a ocupação interina do cargo de presidente da Casa contra a sua vontade. Cajado anunciou que a eleição terá início assim que for atingido o quórum de 257 deputados, número suficiente para iniciar a ordem do dia.

Pelo regimento da Câmara, cabe ao presidente interino presidir aos trabalhos, mas, diante das inúmeras críticas recebidas por Maranhão, a expectativa é que a sessão de votação seja conduzida pelo primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP).

A eleição para a escolher o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou semana passada, chegou a contar com 17 deputados na disputa. Após as desistências de Heráclito Fortes (PSB-PI), Maria do Rosário (PT-RS), Beto Mansur (PRB-SP) e Fausto Pinato (PP-SP), 14 parlamentares permanecem na disputa.

Pela ordem de sorteio, o primeiro candidato a falar será Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em seguida, discursam Evair Vieira de Melo (PV-ES), Giacobo (PR-PR), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Luiza Erundina (PSOL-SP), Fábio Ramalho (PMDB-MG), Carlos Manato (SD-ES), Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), Marcelo Castro (PMDB-PI), Rogerio Rosso (PSD-DF), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

Cada deputados terá dez minutos para apresentar suas propostas e pedir o voto dos pares. Para ser eleito, o candidato precisa conquistar a maioria absoluta dos votos dos deputados. Caso ninguém consiga atingir, será realizado um segundo turno da eleição.

Havendo empate tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno, a disputa será desempatada obedecendo respectivamente aos seguintes critérios: maior número de mandatos e o parlamentar mais idoso. O vencedor ficará no cargo até fevereiro de 2017 e não poderá concorrer à reeleição.

Assista à sessão ao vivo:

PT decide apoiar Marcelo Castro

Segunda maior bancada da Câmara, o PT, por maioria, decidiu apoiar a candidatura do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) à presidência da Casa. Segundo o líder do partido, Afonso Florence (BA), 58 petistas declararam voto a Castro, sete disseram que não votam no peemedebista e três estão indecisos.

Segundo Florence, a decisão de apoiar Castro ocorreu porque ele “divide” a base do governo, votou contra o impeachment e prometeu para a bancada automia da Casa em relação ao Planalto.

“O deputado Marcelo Castro tem uma trajetória anterior ao impeachment, de apoio a Lula, a Dilma, é um anti-Cunha, vai dar continuidade ao processo de cassação no Conselho de Ética e derrotou o Palácio do Planalto dentro do PMDB. A pauta dele não é fazer oposição ou situação já”, disse Florence.

O líder petista diz que a bancada definiu o apoio a Castro depois de ouvir os candidatos Luiza Erundina (PSOL-SP) e Orlando Silva (PCdoB-SP) e, na visão dos petistas, o pemedebista é o que tem mais chances de passar para o segundo turno.

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