*Matéria atualizada com o posicionamento de Marcelo Prado

Diante das acusações veiculadas em um vídeo que circula nas redes sociais, a defesa da Sheila Soares, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), decidiu tomar medidas judiciais. O advogado Diogo Jorge ingressou com uma ação na Justiça e, como resultado, obteve uma decisão liminar que determina a retirada do conteúdo do ar, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. 

O caso teve início com a divulgação de um vídeo, na última quarta-feira, 15, pelo ex-conselheiro licenciado, Marcelo Prado. Na ocasião, o material apresentava dados sobre uma auditoria realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que teria confirmado irregularidades apontadas em uma representação protocolada no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Ministério Público Federal (MPF) em 2025. 

Porém, de acordo com a defesa de Sheila, a publicação omitiu informações sobre o andamento do processo administrativo, o que teria gerado interpretações equivocadas. “No referido vídeo, havia a afirmação de que a doutora Sheila havia sido condenada e apenada a devolver uma quantia de valor. Todavia, este vídeo não explica que, antes mesmo dele ter sido publicado, que já havia uma manifestação do corpo jurídico do Conselho Federal de Medicina pela suspensão da exigibilidade desta cobrança”, esclareceu o advogado Diogo Jorge em vídeo. 

Nesse sentido, a decisão também previa a concessão de acesso à defesa nos autos administrativos e, posteriormente, a reabertura do prazo para que Sheila pudesse apresentar sua defesa individualizada. “Lá, na instância adequada, a doutora Sheila irá apresentar com serenidade e tranquilidade a sua defesa e explicará a regularidade de toda a sua conduta. E nós aqui reforçamos o compromisso com a informação verídica e completa”, disse o advogado.

O Cremego já havia se manifestado anteriormente sobre o assunto, afirmando que todos os pagamentos feitos a conselheiros e diretores estão de acordo com as resoluções da instituição e disponíveis para consulta pública no Portal da Transparência. A reportagem também tentou contato com Marcelo Prado, que declarou o que segue:

“O conselheiro Marcelo Prado ainda não foi intimado da decisão judicial divulgada pela imprensa. Tão logo seja, adotará todas as providências cabíveis, com o respeito que sempre dedicou ao Poder Judiciário.

Mas é importante esclarecer: trata-se de uma liminar. Decisão provisória, tomada sem ouvir a outra parte e sem análise do mérito. A própria decisão afirma, textualmente, que não se pronuncia sobre a existência ou não de irregularidades na gestão do CREMEGO. Essa apuração segue em curso no Conselho Federal de Medicina.

E segue com um dado que precisa ficar claro: a cobrança determinada pela Diretoria do CFM não foi cancelada. Foi suspensa temporariamente, a pedido da defesa da ex-presidente, para que ela apresente sua defesa individual. O processo continua.

Marcelo Prado
Conselheiro Federal de Medicina (licenciado)

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