Ao menos 12 projetos de lei de autoria da Prefeitura de Goiânia e considerados de grande relevância para a economia e infraestrutura do município se arrastam há meses na Câmara Municipal. Apesar da expectativa de que boa parte seja votada somente no ano que vem, o prefeito Sandro Mabel (UB) tem trabalhado nos bastidores para que haja celeridade de alguns deles para análise ainda neste ano.

Conforme levantamento feito pelo Jornal Opção, a maioria ainda está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comissão presidida hoje pelo vereador Luan Alves (MDB). O tema das propostas enviadas pelo Executivo municipal variam e vão desde a criação de política pública de fomento econômico até autorização de contratação de operação de crédito.

São os casos do Fomenta Goiânia e do Fundo Clima. Esse primeiro foi enviado ao Legislativo ainda em maio deste ano. O projeto tem como objetivo instituir um sistema de fomento voltado à ampliação do acesso ao crédito por microempreendedores individuais, microempresas e trabalhadores autônomos de Goiânia, por meio do uso de mecanismos de equalização de juros e de mitigação de riscos em operações de crédito produtivo.

Conforme a última atualização de andamento, o projeto recebeu parecer favorável da Procuradoria da Câmara e foi remetido de volta à CCJ.

O projeto do Fundo Clima, que autoriza o Poder Executivo do Município de Goiânia a contratar operação de crédito de R$ 590 milhões com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a garantia da União, também aguardava na CCJ.

IMG_1717
Vereador Luan Alves, presidente da CCJ | Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção

O valor pleiteado, caso receba aval, será destinado a investimentos em equipamentos públicos e infraestrutura ambiental, urbana e social, “e a adoção de soluções baseadas na natureza e ações de aumento da resiliência climática, para a preservação e recuperação do meio ambiente e redução do risco de desastres”.

Também corre “a passos lentos” na Câmara o projeto que cria o Fundo Imobiliário do Município, uma saída visada pelo prefeito Sandro Mabel para desafogar o déficit previdenciário. O texto do projeto de lei prevê a criação de um fundo para transformar imóveis públicos sem uso em ativos capazes de gerar renda para o município. A proposta permite que terrenos e outras propriedades atualmente ociosas sejam utilizados em empreendimentos, inclusive em parceria com a iniciativa privada.

À reportagem, um interlocutor do Paço Municipal ressaltou que o prefeito tem acompanhado o andamento das propostas enviadas e que a intenção é ir “projeto por projeto”, destacando a aprovação, nessa quarta-feira, 21, do Refis na CCJ.

O projeto, que permite a renegociação de dívidas com impostos e taxas municipais vencidas até 31 de agosto de 2026 com perdão de até 80% das multas e juros, deve ser ir para a primeira votação em Plenário nesta quinta-feira, 22. A expectativa é que o Refis seja aprovado em definitivo já na próxima semana.

Veja abaixo a relação de projetos de autoria do Paço, com interesse especial da gestão municipal, que tramitam na Câmara:

NºNúmero do ProjetoAssunto
1Projeto de Lei 02/2026Programa Meu Uniforme
2Projeto de Lei 182/2026Fomenta Goiânia
3Projeto de Lei 228/2026Descarte Irregular de Resíduos
4Projeto de Lei 295/2026Prevenção e Combate aos Incêndios
5Projeto de Lei 337/2026Fazenda “Quebra Anzol” – Cessão de Uso SANEAGO
6Projeto de Lei Complementar 29/2026Natal Luz
7Projeto de Lei 376/2026Meia-entrada doadores de sangue
8Projeto de Lei 383/2026Permuta Área NK Imóveis
9Projeto de Lei 384/2026Cessão de Uso de Área SANEAGO
10Projeto de Lei 395/2026Empréstimo BNDES – Fundo Clima
11Projeto de Lei 408/2026Parcelamento de Débitos Previdência (devolvido ao Executivo a pedido do prefeito)
12Projeto de Lei 420/2026Fundo Imobiliário

Leia também:

Mabel quer transformar imóveis ociosos em renda e diz que Goiânia pode ter 6 mil propriedades fora do cadastro

Município vai recorrer para manter desconto de 75% na taxa do lixo em Goiânia, diz Mabel