De 13°C a 35°C: Goiás terá grande virada no tempo nesta terça; baixa umidade acende alerta
29 junho 2026 às 14h28

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O inverno segue impondo um cenário típico do Cerrado goiano, mas com contrastes cada vez mais acentuados. Nesta terça-feira, 30, os moradores de Goiás vão enfrentar um dia marcado por uma grande amplitude térmica: o frio das primeiras horas da manhã dará lugar a uma tarde de calor intenso, com temperaturas que podem alcançar os 35°C em algumas regiões do estado.
A combinação entre temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e ausência de chuva reforça o avanço da estação seca em Goiás. Segundo o boletim meteorológico divulgado pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), o sol predomina em todas as regiões, sem previsão de precipitação, enquanto a umidade cai para níveis considerados de atenção durante a tarde.
O cenário representa uma das características mais marcantes do inverno no Centro-Oeste: dias secos, céu limpo, manhãs frias e tardes quentes. A ausência de nuvens durante a noite favorece a perda de calor da superfície, provocando temperaturas baixas logo ao amanhecer. Já ao longo do dia, a forte incidência solar faz com que os termômetros subam rapidamente.
Diferença entre mínima e máxima pode passar dos 20°C
Em algumas cidades, a diferença entre a temperatura mínima e a máxima supera os 20 graus no mesmo dia.
Nas regiões Norte e Oeste, Porangatu deverá registrar mínima de 21°C e máxima de 35°C. Aruanã e Araguapaz também podem atingir os 34°C. Já na região Centro-Sul, onde o frio é mais intenso nas primeiras horas do dia, municípios como Cristalina podem amanhecer com 14°C e alcançar apenas 25°C durante a tarde. Em Jataí, a previsão varia entre 14°C e 31°C.
Na capital, Goiânia, os termômetros devem oscilar entre 16°C e 31°C. Em Anápolis e Luziânia, a previsão aponta mínima de 15°C e máxima de 27°C, enquanto Rio Verde terá variação entre 15°C e 30°C. Catalão deve registrar máxima de 29°C. Em todos os municípios, a previsão é de tempo firme e predomínio de sol durante todo o dia.
Baixa umidade volta a preocupar
Se as temperaturas chamam atenção, a umidade relativa do ar é o principal alerta emitido pelo Cimehgo.
Durante a tarde, o índice mínimo deve ficar próximo dos 30% em praticamente todo o estado, percentual que já é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como estado de atenção. Nessa faixa, aumentam os riscos de ressecamento das mucosas, irritação nos olhos, sangramentos nasais, crises alérgicas, agravamento de doenças respiratórias e desidratação.
O problema tende a ser mais perceptível entre o fim da manhã e o meio da tarde, período em que a temperatura atinge seu pico e a umidade cai aos menores níveis do dia.
Por isso, a orientação é reforçar a hidratação, consumir bastante água, evitar exercícios físicos entre 11h e 16h, utilizar soro fisiológico nas narinas quando necessário e manter ambientes umidificados, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Sem chuva, estiagem começa a ganhar força
Outro dado que chama atenção no boletim é a consolidação da estiagem em Goiás.
O Cimehgo informa que não há previsão de chuva para nenhuma região do estado nesta terça-feira. Além disso, nenhum dos 246 municípios apresenta risco potencial para tempestades.
O levantamento mostra ainda que várias regiões já acumulam mais de duas semanas consecutivas sem precipitações significativas. Até o dia 28 de junho, o Norte e o Oeste contabilizavam 18 dias sem chuva, enquanto a região Leste acumulava 17 dias. Nas regiões Central e Sul, eram 15 dias consecutivos de tempo seco. Apenas o Sudoeste apresentava um período menor, com cinco dias sem precipitação.
Essa condição favorece a redução gradual da umidade do solo, aumenta a evaporação da água armazenada em rios e reservatórios e cria um ambiente mais propício para queimadas ao longo das próximas semanas.
Rios começam a sentir os efeitos do período seco
Os impactos da estiagem já começam a aparecer também nos principais cursos d’água monitorados pelo estado.
De acordo com o boletim hidrológico do Cimehgo, o Rio Meia Ponte apresenta tendência de redução dos níveis na região de Goiânia em razão do início do período seco. Em Itumbiara, o manancial também registra níveis abaixo da mediana histórica e já se aproxima do limite inferior considerado normal para esta época do ano.
O Rio Vermelho, na região da Cidade de Goiás, permanece dentro da faixa de normalidade, mas também demonstra tendência de aproximação do limite inferior. Já o Rio Araguaia continua em situação considerada normal, embora apresente comportamento de queda gradual em seus níveis.
Segundo o levantamento, alguns cursos d’água ainda apresentam comportamento acima da média histórica, como o Rio Saia Velha, em Valparaíso de Goiás, que permanece acima da mediana e registra o maior nível histórico para o período.
Risco de incêndios ainda é baixo, mas cenário exige atenção
Embora a combinação de calor, tempo seco e baixa umidade costume aumentar o risco de queimadas, o Cimehgo informa que, para esta terça-feira, nenhum município goiano apresenta condições críticas associadas ao chamado “Fator 30-30-30” — quando temperatura acima de 30°C, umidade inferior a 30% e ventos moderados a fortes ocorrem simultaneamente.
Ainda assim, o órgão reforça que a maior parte dos incêndios registrados durante o período de seca tem origem em ações humanas. Por isso, recomenda evitar queimadas para limpeza de terrenos, descarte inadequado de bitucas de cigarro às margens das rodovias e qualquer prática que possa provocar focos de incêndio na vegetação.
Tendência é de continuidade do tempo seco
O cenário previsto para esta terça-feira reforça o padrão climático esperado para o inverno em Goiás. A combinação entre céu aberto, ausência de chuva, baixa umidade e grande amplitude térmica deve continuar predominando nas próximas semanas, exigindo atenção da população, principalmente em relação aos cuidados com a saúde e ao uso consciente da água.
Para os meteorologistas, o período marca o início da fase mais intensa da estiagem no estado, quando os efeitos do tempo seco passam a ser percebidos não apenas no conforto térmico da população, mas também na agricultura, nos recursos hídricos e na qualidade do ar.
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