Daniel Vilela deve fazer parte da comissão especial da reforma política na Câmara

Membros e presidência do colegiado ainda serão definidos. A relatoria será do deputado Vicente Cândido (PT-SP)

Deputado estadual Daniel Vilela | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Daniel Vilela deve ser membor do colegiado que discutirá a reforma política na Câmara dos Deputados | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Ao menos um deputado goiano deve fazer parte do colegiado que analisará o mérito da reforma política na Câmara dos Deputados. A bancada do PMDB da Casa pretende indicar, entre outros nomes, Daniel Vilela para participar das discussões na comissão especial que será criada esta semana.

A presidência da comissão ainda não está definida, mas um dos indicados é o também peemedebista Lúcio Vieira Lima (BA). Além dele e de Daniel, o partido quer como integrantes ainda os deputados  Sérgio Souza (PR), Mauro Mariani (SC) e Hugo Motta (PB).

Como a reforma política é uma bandeira de todas as legendas, um acordo entre Câmara e Senado foi selado para que cada uma das Casas trate de pontos específicos e que tudo seja previamente debatido. O objetivo é evitar que senadores derrubem o que deputados aprovarem e vice-versa.

Pelo acerto, o Senado tratará de coligações partidárias e de cláusula de desempenho, que estabelece um percentual mínimo de votação para a legenda conquistar cadeiras no Congresso. A comissão da Câmara ficará com o encargo de decidir, sob a relatoria do deputado Vicente Cândido (PT-SP), mas ainda sem presidente definido, qual será o sistema eleitoral que deve vigorar.

Novas mudanças nas regras eleitorais são um consenso entre os partidos, principalmente após as eleições municipais deste ano, as primeiras sem doações de empresas às campanhas. A impossibilidade do retorno do financiamento empresarial parece ser bandeira unânime. No entanto, existem divergências em relação ao sistema de votação e à necessidade de endurecimento das regras eleitorais.

O líder do PMDB, Baleia Rossi (SP), não antecipa qual sistema a bancada defenderá. Rossi disse que se reunirá com os parlamentares indicados para tentar consenso em torno de uma posição e evitar que os parlamentares defendam projetos pessoais.

“Quero debater com especialistas porque depende muito do tipo de financiamento. Se continuar publico, por meio do fundo partidário, é preciso fazer debate por voto em lista, talvez aberta, onde metade dos votos vai para o partido e outra para candidatos, é uma forma de ampliar o debate”, disse Rossi.

Para o líder do PMDB, a minirreforma que limitou as doações de campanha foi um avanço e é preciso avaliar o que deu certo e o que não funcionou. Ainda assim, ele defende que sejam tratados pontos possíveis de serem aprovados rapidamente para que mudanças passem a valer em 2018. “A população mandou um recado muito claro nestas eleições, com o aumento de abstenções, de que não está satisfeita com a forma como a política está sendo feita”, adverte.

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