Damares denuncia ataques contra Michelle e afirma que até Laura Bolsonaro foi alvo de ofensas
01 julho 2026 às 19h43

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta quarta-feira, 1º, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi alvo de uma campanha de ataques nas redes sociais, marcada por montagens produzidas com inteligência artificial, ofensas de cunho pessoal e até questionamentos sobre a paternidade de Laura Bolsonaro, filha caçula de Michelle e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As declarações foram feitas durante pronunciamento no Senado, um dia após Michelle deixar a presidência do PL Mulher em meio à crise envolvendo integrantes do grupo político bolsonarista.
Em discurso, Damares afirmou que a violência política contra mulheres tem se intensificado e ultrapassado o debate de ideias. Segundo ela, mulheres que ocupam ou disputam espaços de poder são alvo de ataques à honra, às famílias e de informações falsas com o objetivo de desestimulá-las da vida pública.
“Do lado de fora, a covardia continua. Tem sido muito difícil para nós, mulheres, na política. Eles atacam a nossa honra, machucam as nossas famílias e usam as mentiras mais sujas para tentar nos calar e nos destruir”, declarou.
A senadora também disse que foi alvo de ataques pessoais nos últimos dias. Segundo ela, chegaram a atribuir um relacionamento extraconjugal à parlamentar e divulgaram ameaças de morte contra sua filha adotiva, além de imagens simulando atos de violência.
“Eles vão na alma. Me chamaram de leviana, vagabunda e adúltera. Disseram que vão matar minha filha e fizeram imagens simulando a minha decapitação e a dela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar”, afirmou.
Ataques a Michelle e Laura Bolsonaro
Ao citar Michelle Bolsonaro, Damares afirmou que a ex-primeira-dama sofreu uma campanha de difamação nas redes sociais, com uso de inteligência artificial para manipulação de imagens e ataques que também atingiram Laura Bolsonaro.
“Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nestes últimos dias. As imagens, a inteligência artificial, a manipulação de imagens. Mas atacaram a filha dela também. Duvidam, inclusive, que a menina seja filha do ex-presidente da República”, disse.
Ainda durante o pronunciamento, a senadora afirmou que os ataques contra mulheres na política têm buscado desacreditar sua capacidade de participar da vida pública.
“Chegaram ao absurdo, esta semana, de colocar em dúvida se a mulher tem capacidade de votar, se sabe escolher ou se merece ser escolhida. Esqueceram da história das mulheres que lutaram para conquistar esse direito”, declarou.
Damares também incentivou outras mulheres a ingressarem na política e afirmou que, apesar das ofensas, elas não devem abandonar a participação na vida pública.
“Não recue. Não tenha medo. Venha para a política. Participe, se engaje e lute pelo que você acredita. Vão tentar te desanimar? Vão. Vão inventar mentiras sobre você? Vão. Mas você precisa ser forte”, afirmou.
Críticas a Paulo Figueiredo e cobrança a aliados
Sem citar diretamente o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, Damares voltou a criticar declarações recentes em que ele questionou a participação feminina na política e direcionou ataques a Michelle Bolsonaro. A senadora afirmou que esse tipo de manifestação representa uma tentativa de desqualificar mulheres que ocupam espaços de poder.
Ela também fez um apelo aos homens que disputam cargos públicos e criticou o silêncio de aliados diante de episódios de violência política de gênero.
“Quero dizer aos homens que já estão em pré-campanha: se vocês não nos defendem, o silêncio de vocês é conivência. Se silenciam diante da violência política contra a mulher, vocês são coniventes e cúmplices desses ataques”, declarou.
Ao encerrar o discurso, Damares afirmou que a violência política atinge mulheres de diferentes correntes ideológicas e pediu que elas não desistam da participação na vida pública.
“Não tenham medo das pedras. Pisem em cima delas e façam das pedras escadas. O Brasil precisa de nós, mulheres, nos espaços de poder e de decisão. E para os covardes fica o recado: não temos medo de vocês”, concluiu.
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