Diretora da Fiesp rejeita fim da escala 6×1 e justifica posição com ida ao cabeleireiro aos fins de semana
01 julho 2026 às 18h45

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Durante audiência pública no plenário do Senado Federal, em que se debate a redução da jornada de trabalho no Brasil, a diretora-executiva Jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire, deu um opinião polêmica ao se posicionar contra o fim da escala 6×1. Para ela, isso não pode acontecer porque as mulheres “vão ao cabeleleiro aos fins de semana.” A fala foi feita nesta quarta-feira, 1º.
“Eu trabalho cinco por dois e, aos sábados, qualquer mulher que está nesse plenário, que está no centro urbano ou que está numa comunidade, vai ao salão de cabeleireiro. E vai estar fechada aos sábados para nos atender?”, disse a mulher
“Qualquer mulher que arrima de família ou, como eu, que sustenta mãe e filha, aos domingos eu abasteço o supermercado, eu busco comida para minha família, eu compro remédio para minha mãe, vai estar tudo fechado aos domingos para mim? É certo isso?”, questionou em sua fala.
Diante da repercussão, a deputada Érika Hilton, que é a autora da proposta, publicou o trecho da fala nas rede sociais rechaçando o posicionamento da representante das indústrias paulistas.
“Uma mulher acaba de dizer em pleno Senado que é contra o fim da escala 6×1 porque ela, que faz escala 5×2, faz cabelo e compras aos sábados e as pessoas precisam trabalhar PRA ELA. Além de não conhecer o conceito de ESCALA, ela se acha proprietária da vida e do trabalho alheio. Agora, o “detalhe”: essa mulher é simplesmente diretora-executiva da Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que representa os patrões e os bilionários. É esse o nível da “elite” do Brasil, que parece não ter superado a escravidão”, destacou.



