Um homem foi preso em flagrante nesta quarta-feira, 1º, em Anápolis, durante a sexta fase da Operação Voz da Infância, operação da Polícia Federal (PF) que combate crimes relacionados ao armazenamento e ao compartilhamento de imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes. A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão no município.

Durante as buscas, os policiais encontraram, em um notebook e outros dispositivos eletrônicos do investigado, arquivos contendo imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes. Segundo a Polícia Federal, o suspeito já era investigado pelo armazenamento desse tipo de material e foi preso em flagrante após a localização dos arquivos.

Os equipamentos apreendidos serão submetidos à perícia para verificar a eventual prática de outros crimes, como o compartilhamento das imagens, além da possível participação de outras pessoas.

Investigação começou com cooperação internacional

Ao Jornal Opção, a Polícia Federal informou que a investigação teve início a partir de informações recebidas por meio de cooperação internacional entre empresas de tecnologia e órgãos de segurança pública. Em países como os Estados Unidos, a legislação obriga plataformas digitais a comunicar às autoridades casos em que sejam identificados indícios de armazenamento ou compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil em suas plataformas.

Esses relatórios são encaminhados à Polícia Federal, responsável por conduzir esse tipo de investigação no Brasil.

Segundo a corporação, o investigado responderá, inicialmente, pelo crime de armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes. A análise pericial dos equipamentos poderá indicar a prática de outros delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como o compartilhamento das imagens.

Operações reúnem investigações independentes

Ao Jornal Opção, a Polícia Federal explicou que, embora a ação integre a sexta fase da Operação Voz da Infância, o caso não é um desdobramento das etapas anteriores. De acordo com a corporação, cada fase reúne investigações independentes contra diferentes suspeitos em Goiás.

A PF afirma que o aumento das notificações encaminhadas por empresas de tecnologia tem contribuído para a abertura de novos inquéritos relacionados a crimes praticados no ambiente digital contra crianças e adolescentes.

Orientação aos pais e responsáveis

Ao divulgar o resultado da operação, a Polícia Federal reforçou a orientação para que pais e responsáveis acompanhem o uso da internet por crianças e adolescentes. A corporação recomenda manter diálogo constante sobre segurança no ambiente virtual e incentivar que menores comuniquem qualquer situação considerada suspeita ou que possa representar risco.

A instituição também destacou que, embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ainda utilize a expressão “pornografia infantil” em alguns dispositivos legais, organismos internacionais e especialistas têm adotado, preferencialmente, os termos “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem de forma mais precisa a natureza criminosa dessas condutas.

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