Cunha avalia nova meta fiscal do governo: “Absurda”

Para o presidente da Câmara dos Deputados, governo precisa recuperar parte da atividade econômica. Anúncio é de redução de 1,1% para 0,15% do PIB

 | Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Cunha prevê dificuldade na tramitação dos projetos na Câmara| Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), criticou a redução da meta fiscal anunciada pelo governo nesta quarta-feira (22). O anúncio informou que a meta passará de 1,1% para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, em vez de economizar R$ 66,3 bilhões em 2015, o governo irá economizar apenas R$ 8,7 bilhões para pagar os juros da dívida.

Outra medida anunciada é o corte de R$ 8,6 bilhões nos recursos destinados ao Orçamento da União, além da redução prévia das metas fiscais de 2016 ( (0,17% do PIB) e 2017 (1,3%). A explicação da equipe econômica do governo é de que houve queda na previsão de receitas em 2015.

Em entrevista à Câmara Notícias, Eduardo Cunha afirmou que a redução é absurda. “Na realidade, a arrecadação caiu violentamente porque se tem uma retração na atividade econômica muito forte. E [o governo] não conseguirá cumprir se não conseguir recuperar parte da atividade econômica, já que não se tem crédito nem investimento e os juros aumentaram”, disse ele.

As medidas do governo deverão ser apresentadas como  projeto de lei e passarão inclusive pela análise da Comissão Mista de Orçamento. Algumas dessas medidas irão alterar a Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO). Os projetos serão votados ainda pelo Senado.

Para o presidente, a tramitação das medidas anunciadas pelo governo na Câmara dos Deputados não será rápida. Isso porque, segundo ele, a pauta do Congresso está trancada por vetos presidenciais, referentes, por exemplo, ao fator previdenciário e ao reajuste dos servidores do Judiciário.

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