Crimes contra a honra no ambiente virtual aumentam em Goiás

Não há dados específicos sobre esse tipo de conduta, mas Polícia Civil se prepara para atuar também no ambiente virtual

Delegada Sabrina Leles | Foto Reprodução

Embora não haja dados específicos, pois o crime pode ser registrado em qualquer delegacia, o número de crimes contra a honra no ambiente virtual aumentou bastante nos últimos anos. O acrescimento no acesso a internet, que chega a 70% da população brasileira, o que equivale a 126,9 milhões de pessoas, e o anonimato fazem com que esse tipo de conduta aumente.

Segundo a titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), Sabrina Leles, o aumento deste tipo de conduta no ambiente se observa no mundo todo, e não é diferente em Goiás.

Sabrina Leles explica que a delegacia em que atua há uma delimitação para que crimes contra a honra, se restringindo à crimes contra servidores públicos no exercício da função, específicos para parlamentares no exercício da função. Assim, houve aumento exacerbado nos registros em 2020, já que se trata de um ano eleitoral.

Casos mais específicos, como contra prefeitos ou servidores municipais, são registrados nas delegacias locais, já que uma só delegacia não suportaria a grande demanda de registros. Por isso, são ministrados cursos para preparar policiais civis do estado para receber esse tipo de demanda.

Cuidados

“Se foi praticada através de mensagem, no WhatsApp ou Telegram, ou em postagem em rede social, a vítima tem que levar um printscreen e comprovação da URL [endereço virtual], quando em rede social. Além disso, levar indicação de testemunha que tenha recebido ou visto a mensagem difamatória. O máximo de comprovação dos fatos que ela alega ter ocorrido. O autor do crime pode apagar, então é preciso ter comprovação”, explica.

Caso não haja acesso a delegacia, pode ser feito registro em ata notarial, em cartório. Não é exigido, mas é uma das formas de prova.

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