Credora da Avianca pede que proposta da Azul seja barrada

Elliott afirma que pedido da companhia “só causaria mais atrasos ao processo e agravaria ainda mais a situação”

Foto: Reprodução

A proposta da Azul pelos ativos da Avianca Brasil pode ser barrada. Isso, porque a maior credora da empresa brasileira, o fundo de investimentos Elliott, levou esta demanda ao juiz responsável pelo processo de recuperação judicial da companhia área no último domingo, 19.

Vale citar que Elliott afirmou que “alterar substancialmente o plano aprovado (…), conforme pretendido pela Azul, só causaria mais atrasos ao processo e agravaria ainda mais a situação” da Avianca.

Segundo a credora a proposta dela, junto com a Gol e a Latam, é a única legítima. Esta, que traz a previsão do fatiamento dos slots (que são autorizações de pousos e decolagens) da Avianca em Sete unidades de produção isoladas (UPIs), que não inclusas as inadinplências, foi aprovada por outros credores em assembleia do plano de recuperação judicial.

Outras alegações

Ainda conforme a demanda da Elliott, a Azul traz uma “aventura jurídica” em sua nova oferta. O objetivo, conforme o texto, é reverter a aprovação do plano da credora e das demais companhias, além de “atender desejo [da Azul] de adquirir os ativos que quer, ao preço que quer”.

Em 13 de maio, a Azul apresentou proposta no valor de US$ 145 milhões pelos slots da companhia brasileira, que criaria nova UPI com horários de chegada e partida operados pela Avianca Brasil. Este incluiria, ainda, a ponte aérea Rio-São Paulo.

Esta não invalidaria o processo das outras sete UPIs, conforme a Azul.

No leilão estabelecido no plano de recuperação judicial da Avianca, que constava na oferta do fundo da Elliott, Gol e Latam, que estava previsto para 7 de maio, cada companhia poderia fazer lanças de pelo menos US$ 70 milhões por cada UPI. Por todas as unidades, o mínimo seria US$ 210 milhões.

Suspensão

Este leilão foi suspenso por liminar pelo desembargador Ricardo Negrão, que atendeu de forma parcial a solicitação da Swissport. A Avianca deve a esta demandante R$ 17 milhões.

A Swissport quer a anulação do plano de recuperação judicial aprovado por julgar a oferta da Elliot, Gol e Latam conflituosa, por envolver o pagamento ao fundo. Esta afirma, ainda, que a venda dos slots são ilegais por não se tratarem de ativos da Avianca, mas concessões.

Até 10 de junho o Tribunal de Justiça da São Paulo deve se posicionar acerca do leilão. A Folha, a Azul disse que sua proposta é uma alternativa “ao processo de recuperação judicial da Avianca Brasil, oferecendo aos funcionários, clientes e credores da companhia, e também ao consumidor, uma opção superior. Essa proposta aumenta a competitividade na Ponte Aérea Rio-SP e tem maior probabilidade de implementação, inclusive do ponto de vista operacional, regulatório e concorrencial”.

A Elliot, por sua vez, diz que ser contrária a proposta da Azul, por já ter recebido “seu pagamento [de Gol e Latam], ao contrário dos milhares de funcionários da Avianca Brasil. A proposta apresenta por eles não traz benefícios a estes funcionários nem aos demais credores da Avianca”.

(Com informações da Folha)

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.