CPI da Enel convoca Lúcio Flávio para prestar esclarecimentos

Requerimento partiu do deputado Alysson Lima que considera ser imoral o advogado da empresa acumular cargo de presidente da OAB-GO

Deputado Alysson Lima e Lúcio Flávio, advogado da Enel | Foto: montagem

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na prestação de serviço da distribuidora de energia elétrica Enel Goiás aprovou durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 28, uma convocação para que o advogado da empresa, Lúcio Flávio, compareça na CPI para prestar esclarecimentos.

O pedido de convocação partiu do deputado Alysson Lima (Republicanos). “Até agora ele só compareceu aqui como figura decorativa. Ele foi contratado para ser o advogado da empesa, por quê? Principalmente por ser o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás. Não é ilegal, mas é imoral”, afirmou.

A reunião desta quinta ouviria um diretor da empresa, José Nunes, que acabou sendo liberado de prestar depoimento por força de liminar. Em nota, Lúcio Flávio disse que a “perseguição pelo Poder” é um preço da advocacia exercida “com coragem e independência”. Leia na íntegra:

A história mostra que o exercício da advocacia, com coragem e independência, como deve ser, sempre cobra um preço: a perseguição pelo Poder. Não serei o último, assim como não sou o primeiro advogado a sofrer esse tipo de retaliação. Mas a CPI da Enel, ao investir contra a defesa, sem dúvida, escreve uma página triste e incompatível com o histórico da Assembleia Legislativa de Goiás como defensora das liberdades públicas.

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