Covid-19: Cerca de 2% dos casos confirmados em Aparecida necessitam de UTI

Análise considerou dados levantados até a última terça-feira, 28, quando 497 pacientes, de um total de 11.245 positivados, precisaram de internação

Foto: Reprodução

A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia realizou um levantamento sobre o perfil de internações na cidade e constatou que cerca de 4% dos casos confirmados de Covid-19 precisam de internação hospitalar, sendo que 2% requer tratamento intensivo.

A análise considerou os dados até a data da última terça-feira, 28 de julho, quando 497 pacientes de um total de 11.245 positivados para a doença precisaram de leitos hospitalares. De acordo com o levantamento dos dados, a média de tempo entre o início dos sintomas e a internação é de uma semana. Já o tempo médio de internação em leitos de enfermaria é de cinco dias e em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTIs) é de oito.

“Como já é de conhecimento público, a maioria das pessoas diagnosticadas com a Covid-19 tem sintomas leves e não precisa de internação. Contudo, todas as ações da prefeitura no combate à pandemia tem um objetivo: não sobrecarregar o sistema de saúde, de modo que não falte assistência para aqueles 4% que precisarem de internação, principalmente os que necessitarem de ventiladores mecânicos. Por isso, saltamos de 63 UTIs em funcionamento na rede pública da cidade no início de março, que realizava todos os atendimentos, para quase 200, sendo 130 exclusivas para pacientes com coronavírus, com 118 já em pleno funcionamento”, afirmou o secretário de Saúde de Aparecida, Alessandro Magalhães.

Segundo o balanço da prefeitura, aproximadamente 50% dos moradores de Aparecida de Goiânia internados em decorrência da contaminação pelo Sars-COV-2 têm mais de 60 anos de idade e 34% têm entre 40 e 59 anos.

“O perfil desses pacientes demonstra que a população adulta e de idosos são as que mais apresentam complicações pelo coronavírus. Dos pacientes que precisaram de UTI, cerca de 58% possuem mais de 60 anos de idade”, observou o secretário, que também chamou a atenção para um dado: “Aproximadamente 71% dos pacientes de Aparecida internados em UTI apresentavam comorbidades prévias agravantes da Covid-19, sendo as mais comuns as doenças cardíacas e diabetes”.

Mortalidade

Dos 146 óbitos confirmados até o dia 28 de julho, 104 referem-se a pessoas acima de 60 anos de idade, sendo que o maior índice de letalidade ocorre entre pessoas com mais de 80 anos. A letalidade também é maior entre os homens, chegando a 1,85% dos casos confirmados do sexo masculino, enquanto entre as mulheres é de 0,79%. “De um modo geral, observamos a evolução dos pacientes que vieram à óbito: a média de tempo entre o início dos sintomas da Covid-19 e o falecimento é de 14 dias”, pontuou Alessandro Magalhães.

Além disso, o levantamento identificou em 28% o índice de letalidade nas UTIs da cidade, em internações por conta do coronavírus. Nos leitos do Hospital Municipal de Aparecida, que tem 80 unidades de Tratamento Intensivo para pacientes com a Covid-19, a taxa é de 27%.

“Um número bem abaixo dos 50% referentes ao índice nacional de mortalidade nas UTIs de hospitais públicos, segundo dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira e da empresa Epimed Solutions, responsáveis pelo Programa UTIs Brasileiras”, analisou o secretário.

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