Contratos temporários no comércio em Goiás têm previsão de queda de 4,5% em 2014

Para tentar um bom desempenho nesse final de ano, o presidente afirma que os empresários deverão se desdobrar com promoções e uma comunicação mais intensa com os seus clientes

As estatísticas divulgadas pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) do número de contratados temporários nas festas deste final de ano são recebidos com menos entusiasmo do que as do ano passado. Isso porque espera-se 14.602 ofertas de emprego para trabalhar no período de Natal e Ano Novo – uma queda de 4,5% comparado com 2013, que foi de 15.290 funcionários.

Os número não são desanimadores somente no que se refere a contratações, segundo o presidente da federação, José Evaristo dos Santos. “O nível de investimento e estoque das empresas também está em queda”, disse. Conforme o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) divulgado no mês passado, os índices de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) e Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) tiveram queda no último mês, sendo que o número mais alarmante é referente ao IIEC, que saiu de 111% em agosto para 106,6 em outubro. Este último índice é o utilizado para medir o indicador de contratação no comércio.

Segundo o presidente da Fercomércio, a pontuação de 111% do Icec é a menor da história da pesquisa, realizada desde 2011. José Evaristo culpa a desaceleração da Economia que ocorreu ao longo deste ano, o que teria promovido a queda da confiança dos empresários de todos os setores econômicos, incluindo o comércio. De acordo com Evaristo, mesmo com uma pontuação acima de 100 — o que é a barreira entre o pessimismo e otimismo — , essa porcentagem indica a possibilidade de pouca contratação.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicado recentemente mostrou que nos meses de julho a agosto de 2014, o volume de vendas em Goiás foi negativo, sendo que em julho foi de -3,7%, em agosto -4,3% e em setembro -1,4%. Segundo Evaristo, eventos como Copa do Mundo e as eleições contribuíram ainda mais para a diminuição de vendas. “A renda diminuiu. Não há nem a intenção de reforço de estoque por parte dos comerciantes”, explicou.

Para tentar um bom desempenho nesse final de ano, o presidente afirma que os empresários deverão se desdobrar com promoções e uma comunicação mais intensa com os seus clientes. “Comerciantes terão que se esforçar na divulgação para ver se recuperamos nesse fim de ano o que perdemos nos últimos meses”, garante.

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