A conta de energia continuará com cobrança adicional em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu a manutenção da bandeira amarela para o próximo mês, o que representa um custo extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) registrados no medidor.

Com a decisão, os consumidores chegam ao quinto mês consecutivo pagando o adicional. O valor varia conforme o consumo. Uma residência que registrar 200 kWh, por exemplo, terá R$ 3,77 acrescentados à fatura por causa da bandeira. Com 300 kWh, serão cerca de R$ 5,66 extras.

A cobrança funciona como um sinal sobre o custo de produção da eletricidade no Sistema Interligado Nacional. Quando é necessário recorrer a formas mais caras de geração para atender à demanda, o gasto adicional é parcialmente refletido nas faturas.

Para setembro, o cenário ainda não permite o retorno à bandeira verde, situação em que não existe valor adicional relacionado ao sistema de bandeiras.

Alívio de agosto não deve se repetir

Embora a energia elétrica tenha pressionado indicadores de inflação em meses anteriores, agosto apresentou um cenário diferente. A conta de luz ajudou a reduzir o IPCA-15, prévia da inflação oficial, que registrou a maior deflação dos últimos quatro anos.

Parte dessa redução esteve relacionada ao bônus de Itaipu, que proporcionou desconto temporário nas faturas de consumidores.

Esse efeito não será permanente. Com o fim do impacto do crédito e a continuidade da bandeira amarela, a energia elétrica pode voltar a pesar mais no orçamento das famílias em setembro.

Quanto cada bandeira acrescenta à conta

O sistema possui quatro situações possíveis. A bandeira verde é aplicada quando o custo de geração está em níveis considerados favoráveis e, por isso, não acrescenta valores à tarifa.

Na amarela, que permanecerá vigente em setembro, são cobrados R$ 1,885 adicionais a cada 100 kWh consumidos.

Quando os custos aumentam ainda mais, entra em vigor a bandeira vermelha. No patamar 1, o adicional chega a R$ 4,463 para cada 100 kWh. No patamar 2, o mais caro do sistema, são R$ 7,877 adicionais para o mesmo volume de consumo.

As bandeiras são definidas mensalmente e permitem que alterações nos custos de produção da eletricidade sejam repassadas às contas sem a necessidade de esperar pelos reajustes tarifários anuais.

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