Comissão externa na Câmara dos Deputados debate medidas para proteger idosos em asilos

A preocupação, além de garantir internação para residentes, é evitar contaminações dentro de asilo entre idosos e funcionários e descontingenciar investimentos do setor

Idosos em abrigo no Ceará | Foto: Helene Santos/SVM

Idosos residentes em instituições de longa permanência de idosos (ILPIs) se tornam centro de discussões entre comissão externa da Câmara dos Deputados, ministérios da Saúde e Cidadania e desses locais de internação. Há uma preocupação em garantir atendimento para esses residentes em hospitais para prevenir a disseminação do vírus entre os idosos. O debate ocorreu nesta terça-feira, por videoconferência.

Representantes das ILPIs pedem a garantia da transferência do idoso com sintomas da doença para hospitais, em leitos de enfermaria ou UTI de acordo com os casos. A intenção é evitar que o idoso acometido pela doença contamine outros idosos, além de cuidadores. Para Yeda Duarte, professora de enfermagem da USP, os idosos muitas vezes são vulneráveis porque, além da idade, possuem comorbidades. “São, portanto, muito suscetíveis. Se o coronavírus entrar em uma dessas instituições, ele pode rapidamente se espalhar para todas essas pessoas”, afirmou.

Das 74 mil vagas para idosos em instituições ligadas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas), 63 mil estão ocupadas. Dentre as 1,5 mil ILPIs cadastradas pelo governo, mais de 800 não recebem benefícios ou participam de convênios. O secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Antônio Costa, pede para que os parlamentares destinem emendas a essas instituições. “O momento é de trabalhar a resiliência dos nossos idosos. Se para nós já não é fácil, imagine para essas pessoas”, comentou a deputada Leandre (PV-PR) ao defender a proposta de descontigenciamento de recursos destinados a este setor.

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