Com ruas esburacadas, prefeitura corre contra o tempo para normalizar fornecimento de asfalto

Empresa anterior não honrou com a demanda de massa asfáltica de Goiânia e contrato foi rompido de forma unilateral. Expectativa é que nos próximos 15 dias nova usina entre em atividade

Tapa buraco em Goiânia | Foto: Ascom/ Divulgação

Com contrato já em fase de certificação, uma usina antiga em funcionamento e uma em fase de teste, a Prefeitura de Goiânia pretende normalizar a operação tapa-buracos pela cidade. A expectativa é que nos próximos 15 dias, a demanda reprimida por asfalto seja pelo menos colocada em plena atividade.

O problema foi ocasionado pela falta de fornecimento de Concreto Betuminoso Usinado a Quente por parte da JF Comercial, que venceu a licitação realizada em 2018. A empresa, no entanto, não supre a demanda da Prefeitura desde outubro, mês em que houve 17 dias sem fornecimento. Em novembro, foram 15 dias e a partir de dezembro praticamente não houve entrega do material. Diante disso, a Prefeitura rompeu contrato de forma unilateral.

A solução foi recuperar uma antiga usina de asfalto, para a produção emergencial, e contratar nova empresa para fornecimento. Além disso, a Prefeitura adquiriu nova usina, mais moderna, via emenda parlamentar da ex-senadora Lúcia Vânia, no valor de R$ 1,8 milhão, com contrapartida da Prefeitura.

Conforme explica o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan Mattos, o Prefeitura conta com 15 equipes de oito trabalhadores cada para fazer o trabalho de tapa-buracos. Essas equipes atendem os mais de 800 bairros da capital. De acordo com o auxiliar, são pelo menos 120 trabalhadores fazendo a manutenção do asfalto, sobretudo no período das chuvas.

“Em média fazemos três vezes por ano. Em alguns bairros, que não foram preparados para receber volume tão intenso de trânsito, temos que passar sempre”, aponta o secretário. “Um bairro como o Parque Flamboyant, por exemplo, onde ergueram prédios com subsolos abaixo do lençol freático, dá problemas sempre, pois os empreendimentos soltam a água pela sarjeta. Temos que passar por lá praticamente toda semana”, diz.

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