Segundo o IBGE, estimativa no trimestre anterior foi de 40,9% desse contingente; média nacional foi de 40,6% no 2º trimestre do ano

Região da 44, um dos pontos mais fortes de comércio em Goiás | Foto: Reprodução

A taxa de informalidade permaneceu estável em Goiás no primeiro trimestre de 2021, quando comparada com o trimestre anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de trabalhadores dessa categoria foi estimada em 1,32 milhão de pessoas, o que representava 41,7% da população ocupada – enquanto o estimado no trimestre anterior foi de 1,27 milhão de pessoas – 40,9% da população ocupada. Estado fica acima da taxa média nacional, que foi de 40,6% para o segundo trimestre deste ano.

A taxa considera as categorias de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; domésticas sem carteira assinada; empregadores sem registro no CNPJ; trabalhadores por conta própria, também sem CNPJ; e trabalhadores familiares auxiliares.

No Brasil nos últimos seis anos, o ritmo na criação de empregos informais dobrou. De um total de 89 milhões de ocupados, 36,3 milhões são informais. Segundo o IBGE, eles representam 4 em cada 10 ocupados. Apesar do aumento de 27% nos anos de estudo na metade mais pobre do País, sua renda caiu 26,2% em dez anos, segundo a FGV Social. Quase 32 milhões de brasileiros trabalham menos do que gostariam ou estão desocupados.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a ocupação avança mais em setores tipicamente informais e com remuneração mais baixa — como construção, agricultura e serviços domésticos, além dos conta própria sem CNPJ. E quanto mais pobre o trabalhador, maior sua prevalência na informalidade.

Taxa de desemprego atinge 12,4% no segundo trimestre

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desocupação em Goiás foi de 12,4% no segundo trimestre de 2021, indicando estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior (13,5%) e em relação ao mesmo trimestre de 2020. Em números absolutos, o valor representa 447 mil desocupados no estado entre os meses de abril e junho.

A taxa estadual foi 1,7 ponto percentual menor que a nacional (14,1%), com isso Goiás se posicionou como o oitavo estado com a menor taxa de desocupação do país. A pesquisa averiguou que Goiás possuía 3,61 milhões de pessoas na força de trabalho no trimestre em questão.

A força de trabalho é composta pelos ocupados (incluindo subocupados por insuficiência de horas) e desocupados. Já a taxa de desocupação é o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho durante o período analisado.

Emprego formal


Em Goiás, o emprego formal também registrou estabilidade na comparação entre primeiro trimestre de 2021 e segundo trimestre de 2021. De acordo com o IBGE, o setor privado registrou aumento de 23 mil trabalhadores com carteira assinada frente ao trimestre de janeiro a março de 2021, enquanto os trabalhadores domésticos com carteira assinada aumentaram em 1 mil empregados.

Na mesma comparação, houve perda de 3 mil empregadores com CNPJ e aumento 7 mil empregados do setor público com carteira assinada. Já a categoria dos trabalhadores por conta própria com CNPJ teve redução de 9 mil trabalhadores. No total, cerca de 3,17 milhões de pessoas estavam ocupadas no período analisado pela pesquisa.