Com gestão em crise, Iris recorre mais uma vez a mutirões

Frentes de serviço restritas levam aos bairros da capital serviços básicos que já são de obrigação do poder público

Com os mais diversos setores da administração pública em crise e há um ano sem pagar data-base aos servidores, a gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) dá início nesta semana a uma nova série de mutirões.

Marca registrada e política de Estado do decano emedebista, o mutirão tem como objetivo aproximar a prefeitura da população, levando serviços básicos aos setores, que já são de obrigação do poder público.

Conforme mostrou o Jornal Opção no último ano, entretanto, as frentes de serviço acabam sendo restritas e se concentram basicamente na rua em que a estrutura do evento é montada.

Fora isso, há também questionamentos quanto ao aporte de verbas no programa. No último ano, o prefeito gastou quase R$ 3 milhões para a realização de 15 eventos do tipo, contando apenas a prestação de serviços de locação, montagem, desmontagem, transporte mobiliário e estrutura em geral.

Em entrevista ao Jornal Opção, a vereadora Dra. Cristina (PSDB) avalia o programa como “marca ultrapassada”, que coloca em risco os cofres municipais. “Não é momento para isso. Temos que evoluir. Há vários serviços que poderiam substituir uma estrutura tão cara como essa”, afirmou.

Integrante da Comissão Especial de Inquérito que apurou o caos na Saúde pública da capital, a vereadora defende a realização de “mutirões” específicos no setor. “Fazer um mutirão apenas para cirurgias eletivas e depois outro apenas para resolver a fila de exames. Levar toda minha estrtutura para ficar recebendo as pessoas com sorriso é muito pouco”, criticou.

Relatora do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 na Comissão Mista, a vereadora ainda adianta que seu parecer irá estabelecer a retirada de gastos com o programa.

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