CMTC apreende van por transporte clandestino na capital

Deputado, autor de projeto que regulariza transporte alternativo durante pandemia, e motoristas protestam em defesa da carona solidária

Apesar de o projeto que autoriza as vans escolares e de turismo ainda estar em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), alguns motoristas estariam rodando de forma clandestina desde a noite desta quinta-feira, 4.

Segundo o deputado Alysson Lima (Solidariedade), trata-se de uma carona solidária. Ele explica que o serviço, que está sendo prestado por alguns motoristas que aguardavam pela aprovação do projeto na porta da Alego, funciona da seguinte maneira: “o passageiro embarca e contribui se tiver condição, caso ao contrário pode seguir viagem sem custo”.

Alysson argumenta que essa atitude é permitida por lei. No entanto, o parlamentar relata que no início da manhã desta sexta-feira, 5, uma van teria sido apreendida e o motorista conduzido juntamente com o veículo para CMTC, sendo impedido de rodar.

Os motoristas seguiram para a porta do órgão, junto com o deputado Alysson Lima, que é autor do projeto que tramita na Assembleia, para protestarem contra a apreensão da van.

O que diz a CMTC

A CMTC informou, por meio de nota, que na manhã desta sexta-feira, 5, fiscais da companhia apreenderam uma van no terminal das Bandeiras por transporte clandestino de pessoas. A ação dos fiscais da CMTC aconteceu às 8h40. “O proprietário do veículo não apresentou documentação que autoriza o transporte de passageiros, configurando infração prevista na Lei Complementar número 039 de 2003. Esta lei autoriza a CMTC a realizar a apreensão do veículo e a cobrança de multa”, diz o documento.

Relembre

Motorista de vans escolares estão acampados, em frente a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), para revindicar a aprovação de um projeto de lei, de autoria do deputado Alysson Lima (Solidariedade). A matéria em questão, prevê que a categoria auxilie o transporte coletivo da capital durante o período de crise.

Eles esperam que o projeto seja aprovado o quanto antes para que possam continuar trabalhando durante a suspensão das atividades escolares impostas em decorrência da disseminação do coronavírus (Covid-19) em Goiás.

No entanto, acredita-se que mesmo que seja aprovado e sancionado, a lei acabe sendo questionada na justiça pelas empresas concessionárias do transporte, o que pode se arrastar sem solução por todo o período de calamidade pública. Enquanto isso, a categoria segue sem trabalhar.

A reportagem entrou em contato com o deputado Alysson Lima mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

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