Cirurgias eletivas crescem mais de 1.500% em sete anos em Goiás, e distância percorrida por pacientes cai 31%
24 agosto 2026 às 11h47

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O número de cirurgias eletivas em Goiás saltou mais de 1.500% nos últimos sete anos, segundo levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Em 2018, foram realizados 2.153 procedimentos. Já em 2025, esse número saltou para 35.412.
De acordo com a pasta, o aumento expressivo é explicado pelos investimentos realizados nos últimos anos, que resultaram na abertura de novas unidades hospitalares, no aumento do número de leitos e na descentralização dos atendimentos. Entre 2019 e maio de 2026, o Governo de Goiás destinou R$ 32,6 bilhões à saúde pública. O orçamento anual da área passou de R$ 2,04 bilhões, em 2018, para R$ 5,5 bilhões, em 2025, crescimento de 169%.
Segundo o governador Daniel Vilela (MDB), a regionalização permitiu levar estruturas de média e alta complexidade, incluindo unidades de terapia intensiva (UTIs), a diferentes regiões do Estado. “Goiás saiu de pouco mais de 200 leitos para aproximadamente mil. Antes, essas estruturas estavam restritas a Goiânia, Aparecida e Anápolis. Hoje, temos UTIs em todas as regiões do estado”, afirmou.
Ele destaca que foram 15 novas unidades inauguradas nos últimos anos, fazendo com que a rede estadual de saúde passasse de 16 para 31 unidades. Todas as seis policlínicas, que tiveram suas construções iniciadas em gestões passadas, foram concluídas no atual governo. O número total de leitos hospitalares, incluindo os de UTI, praticamente dobrou, passando de 2.142, em 2019, para 4.259, em 2025, alta de 98%.
Estruturação da rede
A estruturação da rede também possibilitou ampliar as cirurgias de alta complexidade, que muitas vezes exigem internação em UTI e acompanhamento especializado. O número passou de 989, em 2021, para 8.892, em 2025, um aumento de quase 800% no período.
Já as cirurgias eletivas ambulatoriais — que não exigem internação e permitem a alta médica no mesmo dia — realizadas pela rede estadual cresceram de 6.335, em 2018, para 146.302, em 2025, uma alta de 2.209%. Também houve avanço nas cirurgias de urgência, que passaram de 4.330 para 76.167 no período analisado, aumento de 1.659%.
Entre 2019 e 2025, foram entregues os hospitais estaduais da Criança e do Adolescente (Hecad), do Centro-Norte Goiano (HCN), de Águas Lindas (Heal) e o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora). Além disso, outros cinco hospitais municipais foram incorporados à rede estadual.
“Dobramos a nossa capacidade hospitalar e ganhamos em qualidade. Entregamos melhores resultados e desfechos para os pacientes”, garantiu o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.
A regionalização foi reforçada ainda pela estruturação da Regulação Estadual, com fila única, agendamento automático, encaminhamento regionalizado e acompanhamento dos leitos em tempo real. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a distância média percorrida pelos pacientes para ter acesso a consultas e exames caiu 31%, com reduções superiores a 50% em algumas regiões atendidas por hospitais e policlínicas. Atualmente, o tempo médio de espera na fila estadual por uma cirurgia é de 85 dias.
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