Cesta básica sobe 11,74% em Goiânia

Pesquisa mostra que o tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta subiu, e que produtos como carne bovina e tomate tiveram predominância na alta de preços

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Das 18 cidades pesquisadas pelo Dieese, em 17 houve aumento no valor da cesta-básica | Foto: Marcelo Camargo/ABr

Conforme pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no mês de abril a cesta básica em Goiânia apresentou uma alta de 11,74%, custando cerca de R$ 327,69. Das 18 cidades pesquisadas, em 17 houve aumento. Apenas Manaus apresentou retração da cesta, em -1,73%.

Os maiores aumentos observados pelo departamento foram em Campo Grande (6,05%), Rio de Janeiro (4,51%), Natal (3,98%) e João Pessoa (3,98%). O maior custo da cesta foi em São Paulo (R$ 387,05), seguido por Vitória (R$ 376,46) e Rio de Janeiro (R$ 374,85). As cestas com menores valores médios foram as de Aracaju (R$ 281,61), João Pessoa (R$ 299,90) e Natal (R$ 300,73).

Produtos como tomate, pão francês, carne bovina, óleo de soja e leite tiveram predominância de alta nos preços das capitais. Já a batata, pesquisada nas regiões Centro-Sul, apresentou retração de valor na maioria das capitais.

O preço do tomate aumentou em 17 cidades, com taxas que oscilaram entre 2,05%, em Aracaju, e 45,98%, em Campo Grande. Em Goiânia, o preço do pão francês teve redução de 0,82%. Das 18 capitais, em 16 houve elevação no valor do alimento, e estabilidade no Rio de Janeiro.

Em 12 meses, entre maio de 2014 e abril último, todas as cidades acumularam alta no preço da cesta. As maiores elevações foram registradas em Aracaju (18,30%), Salvador (14,60%), Goiânia (11,74%) e João Pessoa (11,01%). Os menores aumentos foram em Belo Horizonte (1,71%) e Porto Alegre (2,67%).

A pesquisa ainda mostrou que o tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta básica foi 94 horas e 28 minutos — cerca de duas horas e meia a mais do que o de março, quando a jornada era de 91 horas e 59 minutos. Em abril de 2014, o tempo trabalhado para adquirir a cesta foi maior: 95 horas e 36 minutos.

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