Cerveja goiana passa a ser vendida na Europa

Famosa no Estado, Colombina mistura ingredientes do Cerrado à receita tradicional da bebida

Foto: divulgação

A Colombina, marca de cervejas artesanais de Goiás, acaba de concretizar o processo de exportação de rótulos para a Europa, embarcando a primeira remessa da bebida, somando 6,5 mil garrafas.

Produzida pela Cervejaria Goyaz há quatro anos, a marca ganhou grande espaço no mercado goiano, com ingredientes característicos do Cerrado, como cagaita, murici, pimenta bode, castanha de baru, baunilha do cerrado e até pequi.

Hoje, como a primeira cerveja artesanal produzida em solo goiano, será comercializada em países europeus. Com entrada pelo porto de Hamburgo, na Alemanha, a Colombina segue para a Áustria.

“Todos os passos que demos com a criação da Colombina nos levaram até este momento. Vivemos hoje a realização de um sonho. Ver nosso produto chegando a um mercado tão reconhecido de produção de cervejas é algo que muito nos orgulha”, afirma a diretora-geral da cervejaria, Patrícia Mercês.

Padrão exportação

Durante todo esse ano, a cervejaria tem investido na preparação para apresentar a Colombina para o restante do mundo. Assim, toda a fábrica se adaptou a regras técnicas exigidas no exterior e buscou junto ao Senai Alimentos e Bebidas consultoria necessária para se adaptar às normas internacionais de produção da cerveja.

Segundo a marca, Todas as cervejas que saem da fábrica atendem às práticas de exportação do produto, sejam elas para serem comercializadas no mercado nacional ou internacional. “Isso representa um salto de qualidade, que sempre buscamos imprimir em nosso trabalho, antes mesmo dele ser enviado para fora do país. Mas hoje, nos orgulhamos em oferecer a todos os nossos clientes, cervejas que atendem aos rigorosos critérios de exportação”, completa a diretora.

Antes de concretizar o contrato de exportação, a Cerveja Colombina foi submetida a degustações envolvendo os principais pontos de venda da bebida na Europa.

Conforme explica o sommelier de cervejas da Colombina, Alberto Nascimento, a fábrica goiana está contribuindo para o processo de substituição de importação, tão importante para a evolução do setor industrial nacional.

“Estamos comprando matéria prima europeia ao utilizarmos insumos importados na produção da cerveja, como os maltes, lúpulos e leveduras. E, em contrapartida, devolvendo para o mercado internacional um produto de maior valor agregado, elaborado com auxílio da tecnologia e mão de obra brasileiras. Isso é muito gratificante, esse processo inverso de produção, onde tomamos a dianteira de beneficiar as matérias primas e devolver ao país de origem dos insumos um produto beneficiado com qualidade”, explica.

História

Em seus quatro anos de história, a marca Colombina passou de um pequeno projeto dentro da Cervejaria Goyaz, para se tornar a principal marca produzida dentro da empresa, ocupando todo o espaço que antes era dedicado à produção do chope pilsen. Hoje, a capacidade atual da fábrica é de cerca de 50 mil litros por mês. Os seis colaboradores envolvidos inicialmente na produção viraram 22 pessoas dedicadas à fabricação.

Para acompanhar essa evolução, a empresa deixou de ocupar um galpão de 300 metros quadrados, para se instalar em um de 1,1 mil metros quadrados de área construída.

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