Caso hidrogel: Corpo de Maria José é exumado em Goiânia. Laudo sai em até 20 dias

Procedimento pretende confirmar qual foi o material utilizado por falsa biomédica durante intervenção estética para aumentar os glúteos da auxiliar de leilão

O corpo da auxiliar de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, 39 anos, foi exumado nesta quinta-feira (18/12) no cemitério Parque Memorial, em Goiânia. De acordo com informações do Instituto Médico Legal (IML), o prazo para a realização de novos exames é de 15 a 20 dias.

A exumação pretende confirmar qual foi o material utilizado pela falsa biomédica Raquel Policena, de 27 anos, durante intervenção estética para aumentar os glúteos da auxiliar de leilão. O procedimento teria sido a causa da morte de Maria José, que sofreu embolia pulmonar após a aplicação.

Inicialmente, cogitava-se que o material utilizado por Raquel seria o hidrogel. No dia 14 de novembro, no entanto, a delegada responsável pelo caso, Myriam Vidal, disse que o produto seria silicone industrial – que é ilegal e nocivo à saúde – ou metacril (substância sintética usada por cirurgiões plásticos).

A exumação do corpo de Maria José foi acompanhada pelo advogado da família da vítima, Rômulo Sebba. Em entrevista ao Jornal Opção Online, no último dia 12, ele disse que o laudo preliminar da polícia foi sugestivo, mas não concluso. “Colocaram lá que era um produto branco, pastoso, entre outras características, mas não tiveram material suficiente para precisar o que de fato era”, explicou.

Segundo o representante, o corpo da auxiliar de leilão não chegou a ser retirado do cemitério Parque Memorial, apenas do caixão. O médico legista extraiu o material necessário e o corpo foi recolocado logo em seguida.

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