Caso aulas retornem em agosto, escolas terão de alternar turmas, tomar medidas sanitárias e dar apoio psicológico para estudantes

De acordo com Flávio Roberto de Castro, presidente do CEE, retorno às aulas presenciais em agosto ainda não é garantido e dependerá de novos estudos do COE

Futuro de aulas presenciais ainda é incerto, de acordo com CEE. No entanto, já são estudadas medidas para proteger alunos contra Covid-19, caso retorno seja estabelecido| Foto: divulgação/Casag

Mesmo com a resolução do Conselho Estadual de Educação (CEE), que estabelece regime especial de aulas não presenciais até o dia 30 de junho e férias em julho, o retorno dos alunos para as salas de aulas ainda tem data incerta.

Embora exista uma previsão de um retorno gradual para agosto, o presidente do CEE, Flávio Roberto de Castro contou ao Jornal Opção que as aulas presenciais ainda dependem de uma nova decisão da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), que será tomada na segunda quinzena de julho, durante reunião do Comitê de Operações Estratégicas (COE).

“Independente disso, nós criamos um comitê de crise que tem o COE, a Secretaria de Educação, o CEE e o Sindicato das Escolas Privadas e nós vamos estudar protocolos para, quando nós pudermos voltar às aulas, de que forma vamos fazer isso”, disse Castro.

Flávio Roberto de Castro, presidente do CEE | Foto: Divulgação

De acordo com ele, caso as aulas possam de fato retornar para o método presencial, não será nada como os alunos estão habituados. “Essa volta às aulas vai ser mista. Como todos os outros segmentos, não vamos conseguir voltar às aulas com todos os alunos nas escolas. Não com o quadro que temos hoje. Seria ótimo se chegássemos no mês de agosto e não tivéssemos mais a situação do vírus, se tivesse tudo tranquilo”, falou.

“Com o quadro que se apresenta e as projeções, quando formos autorizados a voltar, vamos voltar de forma parcelada, de forma mista. Alguns vão poder ir para a escola, outros não. Vamos intercalar. Além de preparar as estruturas das escolas com equipamentos de proteção individual (EPIs), higienização e toda essa situação de protocolo de volta. Além da questão da saúde mental, que a escola vai ter que tratar muito bem dos alunos, auxiliares educacionais e professores”, informou presidente do CEE.

Regime não presencial

Desde o início da pandemia de Covid-19 e os primeiros registros de casos confirmados da infecção no Brasil e no Estado, o governador Ronaldo Caiado (DEM) publicou o primeiro decreto, no dia 15 março, em que as aulas presenciais ficam condicionadas às notas técnicas da SES-GO.

Na última sexta-feira, 29, a SES divulgou uma nova nota técnica, após reunião do COE, em que se estabelece que até o dia 31 de junho não pode haver aulas presenciais. Com base nisso, o CEE ampliou o regime especial de aulas não presenciais de 30 de maio para 30 de junho.

Como no calendário do CEE, o mês de julho é de férias, ficou determinada a manutenção desta data.

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