Candidatos da oposição tecem críticas à gestão de Marconi Perillo, que as classifica de “demagógicas”

“As críticas dos governadoriáveis são infundadas. Meu governo melhorou diversos setores da sociedade goiana”, disse o tucano

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Candidatos ao governo de Goiás participaram de sabatina no auditório da Acieg

A menos de um mês para o pleito eleitoral, os quatros principais candidatos ao governo de Goiás se encontraram novamente nesta quarta-feira (10/9) durante sabatina na sede da Associação Comercial Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg). Os principais temas abordados pelos governadoriáveis foram a segurança pública, sistema tributário e propostas significativas para o desenvolvimento do setor produtivo goiano. Os candidatos da oposição criticaram veementemente a gestão de Marconi Perillo (PSDB) em diversos setores. O tucano, por sua vez, rebateu as críticas e as classificou como “demagógicas”, tendo o claro interesse em manipular o eleitorado.

O ex-prefeito Antônio Gomide (PT) foi o primeiro a expor suas propostas aos empresários e representantes do setor produtivo. Segundo ele, seu possível governo terá um equilíbrio e um diálogo permanente entre o Estado e os municípios e repreendeu a atual gestão de empresas públicas estaduais. “A Saneago, por exemplo, está falida e atualmente é a maior poluidora do Rio Meia-Ponte”, disse.

O candidato Iris Rezende (PMDB) salientou que está na hora da realização de um projeto de industrialização. “Temos que aproveitar a Ferrovia Norte-Sul e levar o desenvolvimento para as outras regiões goianas”, propôs. O trecho da ferrovia no Estado já foi inaugurado pela presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) em maio deste ano.

Por sua vez, o empresário Vanderlan Cardoso (PSB) disse diretamente aos colegas do setor produtivo que vai estimular os incentivos fiscais com a intenção de gerar emprego e renda.

Energia Elétrica

Sobre a questão energética, que tem pautado os debates políticos dos governadoriáveis, o decano peemedebista Iris Rezende criticou o contrato entre a Celg e a Eletrobras e afirmou que a energia elétrica em Goiás impede o desenvolvimento das empresas, sobretudo “porque as redes não suportam a demanda”.

Já o pessebista Vanderlan Cardoso salientou que o maior problema dos empresários é a energia elétrica. “Como industrial, tenho sentido na pele a falta de fornecimento de energia e, por isso, estamos com empreendimentos e linhas paradas, impedindo a geração de empregos”, disse.

Indagado sobre novas fontes de energia, o tucano Marconi Perillo classificou como “desastroso” o atual cenário da Petrobras, que atrapalhou o setor de energia limpa e renovável dos Estados. “Goiás é o segundo maior produtor de cana de açúcar e de etanol, uma energia limpa. Devemos entender que o País passa por um colapso no setor elétrico e a culpa é da calamitosa gestão federal”, assegurou.

Segurança Pública

Os índices de violência e a segurança pública em geral também pautam os constantes debates dos candidatos ao governo de Goiás. Para o petista Antônio Gomide, o governo estadual deve assumir a responsabilidade da área. “Hoje Goiás é o quarto Estado mais violento, por isso devemos cumprir nosso dever e aumentar o efetivo policial por meio de concurso público e acabar com o desvio de função”, concluiu.

O peemedebista Iris Rezende foi enfático ao culpar a atual gestão pelos atuais índices da segurança pública. “Esqueceram de construir presídios e de reeducarem os detentos. Goiás tem 21 mil mandados de prisão expedidos pela Justiça, mas não tem onde por”, disse.

Marconi Perillo voltou a criticar o governo federal e afirmou que a criminalidade está ligada diretamente com o tráfico de drogas e com o contrabando de armas, além da má qualidade da Educação, que poderia prevenir que jovens entrem na crminalidade. “As nossas divisas ficam desprotegidas, deixando o caminho livre para traficantes e contrabandistas, assim não adianta que o Estado faça sua parte”, certificou.

Para o tucano, o avanço na Educação, que consequentemente interfere positivamente contra à violência, é visível em seu governo. “Somos o primeiro Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), temos melhorado a educação”, comemorou.

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