Caminhoneiros ameaçam greve “pior do que a última” se governo alterar tabela de frete

Tabela, considerada maior vitória da categoria, entrou em vigor dia 30 de maio para por fim a manifestação

A tabela que estabelece o preço mínimo do frete que foi recém instituída pelo governo para por fim a greve dos caminhoneiros já pode estar com os dias contados. Na noite desta terça-feira (5/6) os ministros dos Transportes, Valter Casimiro, e da Agricultura, Blairo Maggi se reuniram com representantes do agronegócio e afirmaram que vão rever a tabela.

Nas redes sociais, os motoristas prometem resistir e ameaçam começar nova greve assim que a tabela for derrubada. Ela é considerada a maior vitória da categoria nos últimos tempos.

Agora, a  Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está reelaborando os cálculos e deverá apresentar um novo resultado ainda nesta quarta-feira (6/6). O ministro Maggi afirmou que os valores estabelecidos são muito altos e que inviabilizam o setor produtivo.

“Esperamos que se encontre um denominador comum e não prejudique o caminhoneiro. Caso contrário, podem esperar uma nova rebelião”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José Fonseca Lopes.

Representante do Comando Nacional do Transporte (CNT) Ivar Luiz Schmidt reforça a possibilidade de uma nova greve, ainda mais expressiva do que a última. “Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última. E aí não vai ter negociação, pois eles vão querer provar para o mundo que são fortes, vai ser uma grande revolta”, diz.

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