Caiado e PMDB acertam aliança para 2016

De olho em 2018, senador confirma coligação das duas siglas e garante que já articulam prefeituras. Democrata ainda fala da possível junção do PRP ao grupo e descarta PT 

Reunião do senador democrata Ronaldo Caiado com peemedebistas, no escritório de Samuel Belchior, foi para discutir atuação da coligação confirmada nos municípios do Estado (da esquerda ara direita: deputado estadual José Nelto, deputado estadual Adib Elias, deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do PMDB Samuel Belchior, senador Ronaldo Caiado (DEM) e deputado estadual Paulo Cézar) | Foto: Leandro Vieira

Reunião do senador democrata Ronaldo Caiado com peemedebistas visava discutir a atuação da coligação DEM-PMDB (já confirmada) nos municípios do Estado / (José Nelto, Adib Elias, Daniel Vilela, Samuel Belchior, único democrata Ronaldo Caiado e Paulo Cézar) | Foto: Leandro Vieira

No escritório do ainda presidente do PMDB, Samuel Belchior, uma reunião a portas fechadas entre o senador Ronaldo Caiado (DEM) e deputados peemedebistas marcou a tarde desta segunda-feira (6/7). Caiado era a figura ilustre aguardada para o início da reunião, agendada para as 15 horas, mas iniciada pouco depois das 16 horas.

Ao Jornal Opção Online, Caiado confirmou a união entre DEM e PMDB, garantindo que aliança já está “nos finalmentes”. O democrata articula prefeituras no Estado juntamente com o grupo. “Vamos analisar todos os nomes que se colocaram como pré-candidatos. Não basta estar no DEM ou PMDB. Tem que ter apoio popular e o respaldo da cidade”, disse.

Conforme o senador, o PRP de Jorcelino Braga também estará na chapa DEM-PMDB. Caiado frisou que o ex-secretário da Fazenda não pôde ir à reunião, mas que a sigla — que conta um deputado estadual, Major Araújo — vai compor com o grupo. A participação do partido já foi conversada também com Belchior, e possui o apoio de ambos. “Em relação aos demais, vai depender da evolução da discussão em cada município.”

Participaram da reunião os deputados estaduais Adib Elias, José Nelto e Paulo Cézar Martins, além de Daniel Vilela, deputado federal.

Esquema “dobradinha”: Iris em Goiânia e Caiado em Goiás
Caiado cumprimenta Iris pelo aniversário de 81 anos | Foto: Leandro Vieira

Caiado cumprimenta Iris pelo aniversário de 81 anos | Foto: Leandro Vieira

A coligação DEM-PMDB dá indícios de que o sistema de “dobradinha” (anteriormente adotado entre PT e PMDB) será adotado pelo grupo. Os políticos ainda não querem falar sobre 2018. Daniel Vilela, ao final da reunião, frisou ao Jornal Opção Online que discussão agora é referente aos municípios. Já Belchior disse de forma clara: a intenção é sim permanecerem juntos até lá — mas é muito cedo para citar nomes.

O nome do ex-governador Iris Rezende tem sido especulado para disputar a Prefeitura de Goiânia. O peemedebista perdeu as últimas duas eleições estaduais para o tucano Marconi Perillo, mas é considerado um candidato forte e experiente.

Caiado não deixa de apoiar Iris, e garante que ele tem preferência para concorrer ao cargo pela coligação formada, semelhante ao do ano passado que elegeu o democrata ao Senado Federal. “Tem, da minha parte, reconhecimento não só por ser competitivo, mas por ter chances reais. Goiânia clama por isso”, disse.

Sobre a possibilidade de ser o nome para pleitear o Palácio das Esmeraldas pela coligação, Caiado não quis confirmar, dizendo ser difícil antecipar um processo longe de acontecer. “Nunca impus esta questão, mas jamais neguei minha vontade de participar do processo”, alega. Questionado sobre o sistema de apoio — PMDB agora e DEM em 2018 — o democrata garante: “Política não é tão matemática assim.”

E o PT?

Sobre o PT na jogada, Caiado é enfático: “O problema não tem nada a ver com a questão política de Goiás, é nacional. DEM e PT não se vinculam politicamente porque é decisão nacional”, frisou, reforçando que não estará junto à legenda da presidente Dilma Rousseff em nenhuma coligação.

Já o presidente do PMDB, Samuel Belchior, tem discurso mais brando. Segundo o ex-deputado estadual, o PT não é oposição ao seu partido, e não existe a intenção de rompimento. “Tenho conversado com o Ceser Donisete [presidente estadual do PT]. Estamos vendo caso a caso, cidade por cidade”, disse, assinalando que talvez há a possibilidade de as duas siglas se unirem em determinados municípios.

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