BRT de Palmas começa a sair do papel

Decreto que declara áreas impactadas pelo BRT como de utilidade pública para fins de desapropriação foi publicado na semana passada

Maquete do BRT em Palmas | Foto: divulgação

Maquete do BRT em Palmas | Foto: divulgação

No dia 14 de março do ano passado o projeto do Bus Rapid Transit (BRT) de Palmas foi apresentado na capital do Tocantins. O projeto que tem um prazo estimado de quatro anos, entre elaboração, execução e implantação foi inspirado no Ligeirinho, de Curitiba e começa, agora em março de 2015, a sair do papel.

Um decreto publicado no início da última semana pelo prefeito da cidade, Carlos Amastha (PP), declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, áreas destinadas à Mobilidade Urbana, Ordenamento Urbano, Expansão das Vias Urbanas e Implantação e Construção do BRT. O documento seguiu para a Procuradoria Geral de Palmas, que tomará as providências referentes à desapropriação.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, a gerente de projetos responsável pela obra, Caroline Colombo, explicou que o Decreto teve que ser refeito antes de ser enviado à Procuradoria porque alguns lotes que antes seriam desapropriados foram retirados, porque a desapropriação foi totalmente restringida aos locais afetados pela construção do BRT.

De acordo com Caroline, a maioria dos terrenos desapropriados passaram por uma negociação e foram permutados, a prefeitura entregou outro lote em outro lugar em substituição ao que será afetado pelo BRT. Serão 11 os loteamentos atingidos em Taquari, Aureny III, Lago Sul, Jardim Janaína, Jardim Aeroporto, Jardim Santa Helena e Taquaralto.

Só com essa etapa serão gastos R$ 10 milhões, entre indenizações e o plano de trabalho técnico social que já foi realizado: as famílias afetadas tiveram visitas de assistentes sociais e técnicos foram às casas fazer a avaliação dos imóveis.

A gerente de projetos também explicou que, como a Lei 8.666/93 exige, será feita uma audiência pública para mostrar à sociedade qual será a obra. Essa audiência está marcada para o próximo dia 27. Após esse dia, há um prazo de 15 dias úteis para o lançamento do edital de licitação que deve ser revisado mais uma vez e, portanto, deve ser lançado apenas em abril.

A construção do BRT segue, então, o caminho natural: prazo de 90 dias para recebimento das propostas, análises e escolha das propostas enviadas, espera de um tempo para que as outras empresas participantes do processo possam entrar ou não com recurso e, por fim, a contratação da empresa que deverá começar a obra.

Objetivos

Foto : divulgação

Foto : divulgação

Em entrevista ao Jornal Opção no ano passado (Edição 2021), o arquiteto Luiz Masaru Hayakawa classificou o BRT de Palmas como possivelmente “a maior obra da administração Carlos Amastha”.  Luiz também lembrou que o projeto não teria viabilidade por Palmas não ser uma cidade muito extensa e também pelo baixo número de habitantes da capital.

O projeto então “estaria preparando a cidade de Palmas para o futuro e ao mesmo tempo dando uma qualidade de vida, antecipando essa qualidade de vida para a população”. “Outras cidades estão pagando o preço de não ter feito isso no passado, há 20, 30 anos atrás. Muito se gastou em infraestrutura que está se perdendo”, explicou o arquiteto.

Em cada ônibus do BRT podem ser transportados cerca de 300 passageiros, além disso, as pistas exclusivas fazem com que o fluxo seja muito mais rápido. Com esse tipo de transporte é possível, portanto, transportar mais pessoas em um longo trajeto e em um tempo bem menor.

BRT em Goiânia

A capital do estado de Goiás também tem um projeto de BRT que ligará as regiões norte e sul da cidade. O corredor exclusivo BRT Norte/Sul terá 21,7 km de extensão e contará com seis terminais de integração: três novos (Correios, Rodoviária e Perimetral), dois reconstruídos (Isidória e Recanto do Bosque), um adaptado (Cruzeiro) e 40 estações de embarque e desembarque. A estrutura beneficiará mais de 120 mil usuários por dia, com atendimento direto para 147 bairros de Goiânia e Aparecida.

De acordo com o site BRTBrasil, o BRT já tem o projeto básico e a licitação concluídos. O consórcio responsável pela construção do corredor foi feito pela Odebrecht Transport junto com a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). Porém no mesmo site vemos que apesar de uma data para início da operação (2016), ainda não há previsão de início de obras.

Em maio do ano passado, quando o prefeito Paulo Garcia (PT) assinou um convênio com a Caixa Econômica Federal garantindo a liberação de recursos para a obra, a expectativa de inicio da construção era para dois meses a partir da assinatura. De lá para cá, o prefeito avisou que daria a ordem de serviço para o início das obras, o que ainda não foi feito.

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, afirmou, neste sábado (7/3) que ele e a presidente Dilma Rousseff (PT) foram convidados para o lançamento das obras do BRT em Goiânia. A expectativa é que, após a ordem de serviço, a obra dure 18 meses e seja entregue no fim de 2016, o fim da gestão de Paulo.

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Erick

Escuto essa promessa desde os anos 90…
Quero ver sair do papel!